[COLUNA NES] Coletividade

Mais um amigo da escola se foi. Responsável: covid-19.
            Há alguns dias, a palavra “coletividade” vem permeando meus pensamentos. Acho que aprendi o significado dela trinta anos atrás, rs… Justamente na época da escola. Mesmo encerrando aquele ciclo, não encerramos a amizade.  Sempre estamos em contato.  Eu me orgulho muito dessas amizades antigas. Parece que o tempo nunca passou! Quando um de nós está com problemas, logo começa uma movimentação para ajudar. Elo. Mãos dadas. União.
            Co-le-ti-vi-da-de: “grupo mais ou menos extenso de indivíduos que possuem interesses comuns; agrupamento, agremiação.” BUT…No “Fayganês”: grupo que entende e PRATICA a empatia. Porque a gente só entende a importância do coletivo se conseguir entender o que o outro sente, se tiver cuidado com quem está ao nosso lado.
            Sempre olhei meu umbigo primeiro porque não sou besta, mas isso NUNCA me impediu de dar a mão a quem aparecesse precisando de mim. NUNCA. Vou chegar aos 90 anos repetindo o que falam os comissários de bordo: “Em caso de despressurização, coloque primeiro a SUA máscara para, depois, ajudar a colocar a dos outros!” Acredito firmemente nisso. E talvez seja exatamente por esses entendimentos que tenho a SORTE de receber ajuda quando mais preciso. A gente NÃO pode achar que vai mudar o mundo se não consegue esticar o dedinho para ajudar a equilibrar o amiguinho que está na corda bamba.
            Se você anda de boaça, vendo que tem gente se ferrando por coisas que você já passou e não faz nada…Trate de NÃO olhar SÓ para seu próprio umbigo. Ele deve ser o primeiro, mas não o único.            

            Que o Natal possa nos trazer de presente o verdadeiro entendimento da palavra “coletividade”. Deixe o coletivo entrar na sua mente, no seu vocabulário e, principalmente, nas suas ações. Pense no outro quando der vontade de sair de casa sem máscara ou quando achar que não consegue respirar e resolver deixá-la no queixo. Pense na agonia que deve sentir quem está internado e prestes a precisar de respirador. Pense no COLETIVO.

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Fayga Cabral
Carioca, torcedora do Flamengo e do Bahia, vivendo em Salvador desde 2013. Analista de Redes em Mídias Sociais, Bacharela em Relações Internacionais. Depois que quarentou, resolveu ser estudante de História e de Letras. Ninguém é obrigado a ter um só caminho, uma só direção, uma só opinião.