[Coluna NES] Livre por dentro e por fora

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós

Por Betho Wilson

Em 1989 a escola de samba imperatriz Leopoldina se atravessou a Sapucaí no Rio de Janeiro com samba enredo que gritava por liberdade e falava também de graves problemas sociais como a má distribuição de renda no Brasil, o que observamos facilmente que de lá para cá nada mudou, continuamos a ser esse lugar onde o pobre cada vez mais pobre se afunda em luta sem vim para sobreviver, e o rico usufrui das benesses que o estado desde o império ao início da república até agora proporciona.

Ter liberdade é muito mais do que poder escolher uma peça de roupa, decidir se comerá peixe ou carne, ou ainda se sai, ou fica em algum lugar, ser livre como diz a cantora/compositora e pianista Nina Simone é não ter medo, não ter medo de ser quem nasceu para ser com todas as demandas que essa aceitação traz consigo.

Uma mente que depende de algo ou alguém transforma a pessoa em um eterno “loop” de comportamentos previsíveis, nós, humanos pensantes, somos dotados da capacidade de raciocinar e assim ponderar sobre nossas escolhas diminuindo a margem de erro na caminhando. Mas eu faço uma pergunta: porque há tanta gente aprisionada dentre da cela dos receios?

A ciência diz que o medo é parte importante na sobrevivência, pois nos ajuda a não desafiar os limites naturais que estão postos aí na lei da física, temer nos fez chegar até aqui enquanto civilização. Mas quando esse medo toma a proporção de nos fazer paralisar por toda uma vida? Como que faz? Eu mesmo já vivi sob essa batuta, já renunciai a momentos, de experiências e até mesmo de pessoas por pura insegurança que não trabalhei par a melhorar e nem tive uma rede de apoio que me ajudasse a superar, descobri sozinho e com muita dor que eu, no meu processo, fui altamente tolhido por quem deveria me apresentar o mundo, mas que me manteve num casulo acreditando que assim me protegeria da maldade do mundo, ledo engano. A vida ensina na intensidade do processo e viver o processo é direito de cada indivíduo, não falo aqui que você ou eu, ou seja lá quem for precise passar por situações traumáticas para se tornar um experiente professor na escola da vida, não! Quero dizer que cada um precisa se enxergar como uma oportunidade única já que só temos essa oportunidade de crescer e marcar a nossa comunidade da melhor maneira possível sendo seu próprio legado.

Hoje, 4 década pertencente a esse plano, esse planeta, faço uma anamnese diária e consigo perceber quais caminhos trilhei para chegar até aqui e quais desses caminhos que passei foram boas escolhas e quais foram erros que poderiam ter sido evitados se eu tivesse aprendido a ser livre e independente das imposições que todos nós sofremos em sociedade, se eu tivesse entendido que preciso apenas ser quem nasci para ser e evoluir nessa condição me tornando uma pessoa melhor para mim, transbordando melhoria em meu entorno contagiando a todos que me cercam.

Confie no seu processo, escute com atenção a sua consciência, procure se compreender e com essa informação trilhe seu caminho rumo a sua melhora, faça sua vida valer a pena sendo a melhor parte de você para você mesmo. Aprender com os erros é uma condição da qual não podemos fugir, mas também podemos aprender sem errar, observar é a chave! Veja, levante e vá encontrar sua melhor versão e cante a sua liberdade sempre, para sempre e até depois do fim.

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