[Coluna NES] Textos, decodificar é preciso

por Betho Wilson

Olá queridos leitores e leitoras, olha eu aqui de novo em mais um final de semana de troca com vocês.
Quero primeiramente acalmar os ânimos (pausa para risos do autor), na última postagem que fizemos aqui alguns tiverem a impressão que eu havia partido dessa para melhor e por mais que tenha sido engraçado, sei que para pessoas que me amam foi um susto muito grande, então, desculpe-nos.


Vocês bem me conhecem e sabem que eu certamente aproveitaria a situação para escrever a coluna de hoje. Já adianto que vai rolar puxão se orelha.

Que as pessoas estão cada vez mais imediatistas já não é novidade! Uma pressa constante e insana de receber informações sem nem processa-las direito. Isso se reflete muito nas relações. Tenho observado todo o tempo as inúmeras inverdades que surgem como fofocas que trazem e fazem grande estrago na vida de quem for o alvo delas. Tanta coisa dita e consumida que não temos tempo ou o interesse de buscar uma fonte segura para debelar o incêndio das fakes news.

Observe o meu caso (hilário) que ocorreu a quinze dias atrás com a coluna que escrevi. Devido a uma série de casos de racismo que ficaram evidentes na mídia naquelas duas semanas eu decidi escrever sobre e dissecar o assunto para apresentar a vocês meu ponto de vista. Esse é o princípio de quem escreve uma coluna como essa minha aqui no NES. Mas, assim como nas redes sociais onde quase nada é verdadeiro com tanta make, tanto filtro para pôr em fotos e vídeos, a imagem virou tudo como previu a publicidade mundial a 20 anos atrás. Havia uma foto que para alguns remetia a uma seara de luto pelo simples fato de estar em preto e branco, mas para além dela, tinhamos ali outras informações que eram tão importantes quanto na composição da chamada para a leitura e foram simplesmente ignoradas pela maioria como, por exemplo o título da coluna e o crédito ao autor.

O fato é que o óbvio bateu à minha porta. As pessoas não leem mais. Lembrei-me de vezes que ouvi de amigos que inclusive se formaram em cursos superiores onde a leitura faz parte fundamental do processo que a coluna precisava ser menor, pois eles só liam dois ou três parágrafos. Ler leva tempo. É mole?!

Confesso que bateu uma tristeza, não pela a confusão, pois como já disse até me fez dar boas risadas, mas por constatar o desinteresse quase que geral em ler, em decodificar e assim adquirir novos conhecimentos. Quando ficamos assim?

Penso que o que me cabe nesse instante é convida-los a exercitar a leitura já começando de hoje e lendo textos pequenos, gibis, mangas, cordéis, bula de fármacos, enfim, ler é um grande remédio contra a falta de discernimento e, sinceramente, nesses tempos sombrios de pandemia e uma política macabra, os livros são grandes aliados contra toda essa ignorância. 

Toda vez que paro para escrever sobre qualquer assunto referente a nosso bairro fico mais orgulhoso de ter nascido e por viver aqui, um lugar riquíssimo que pariu tantos talentos de diversas áreas de atuação e é isso o que me motiva a sempre trocar com vocês deixando o que tenho por experiência de vida e levando motivação para o dia a dia.

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