Bronca do povo: “A doença comendo no centro e os mercados e frigoríficos só vivem lotados…” desabafa moradora.

Moradores denunciam ausência de medidas protetivas contra o coronavírus em do Nordeste de Amaralina.

Há quase um ano foi deflagrada a quarentena por conta do avanço da pandemia do novo coronavírus.  Em Salvador um rígido protocolo de segurança foi criado pelo poder público a fim de conter a propagação do vírus nos comércios e estabelecimentos.

O cumprimento do distanciamento adequado entre os clientes e a  disponibilização do álcool em gel para higienização das mãos e produtos são algumas das medidas de segurança obrigatória nos estabelecimentos comerciais.

No entanto, de acordo com denúncia dos moradores, não é o que vem ocorrendo em alguns estabelecimentos da região. Aglomerações, filas longas e falta de material de higienização são algumas das queixas relatadas pela clientela.

Listamos algumas denúncias:

O pedreiro José Santos, de 48 anos, morador do Vale das Pedrinhas ,demonstra tristeza com o descaso por partes dos empresários que segundo ele não tomam as providencias:

“Falta cooperação. Ficaram meses fechados, porém pelo visto esqueceram. Muito desumano. Se eles sabem da atual situação que enfrentamos na comunidade o mínimo que se espera é organizar as filas levando em consideração as medidas de saúde. Os frigoríficos vivem lotados. Levamos nossas compras e de quebra o possível vírus da doença junto”.

A aposentada Lucia Santos, 76 anos, vive um dilema para comprar as verduras: “Sou grupo de risco. Tenho algumas doenças crônicas, preciso redobrar os cuidados, mas tá sendo difícil. Os estabelecimentos que vende frutas e legumes só vivem aglomerados. Deveria ter um horário especifico para cada público. A doença mata, que possamos levar a serio”, destacou.

Segundo a moradora da Santa Cruz, Paula Alves, o picos de desobediência acontece nos finais de semana. “A doença comendo no centro e os mercados e frigoríficos só vivem lotados. A comunidade ainda configura no rangking de grande contagio. Sei que todos precisam levar seu pão diário, porém, não  se deve esquecer dos cuidados. Temos que redobrar. A vacina ainda não estar acessível a todos, então, não devemos esquecer que o isolamento é fundamental”, protestou.   

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Luis Lago
Amante da Literatura, apaixonado pelas Letras. Discente de Letras Vernáculas e Língua Inglesa, poeta, escritor , blogueiro, professor e Repórter do site NES.