“Viva – Vidas Valorizadas” – Idealizadora do projeto comemora êxito em primeira edição do bazar solidário: “queremos que as pessoas saiam daqui satisfeitas e valorizadas”

Unir o útil ao agradável. Assim foi o bazar solidário realizado pelo projeto “Viva – Vidas Valorizadas”. A iniciativa ocorreu no último sábado (1) e contou com grande participação da comunidade que compareceu ao local a fim de ajudar o próximo, abastecer o guarda-roupa ou as ambas as coisas. A  ação contou com o apoio da Associação de Blocos Carnavalescos do Nordeste de Amaralina (ABCN).

A assistente social e consultora de projetos sociais, Marilucia Luz, idealizadora do “Viva – Vidas Valorizadas”, explica que a ideia surgiu a partir da sua experiência de mais de trinta anos à frente de iniciativas dessa natureza.

“Sou nascida no Nordeste de Amaralina e tinha essa dívida com o bairro. Não moro mais aqui, mas muito integrantes da minha família permanecem aqui na comunidade. Há muito tempo eu tinha o desejo de ter o meu próprio projeto e considerei que era aqui que tinha que recomeçar o processo e apoiar as famílias que mais precisam”, explica.

A ideia do bazar, ainda segundo Marilucia, apareceu de forma meio que inusitada:

“Há mais ou menos trinta dias ao arrumar o meu armário percebi o quanto a gente é beneficiado com roupas que a gente as vezes nem utiliza. Foi aí que comecei a bagunçar também os armários dos amigos e a pedir que cada uma nos doasse uma peça para que a gente vendesse e revertesse isso em alimentos. Não tinha pretensão de ampliar um projeto e nem de criar nenhum movimento. Muita gente acabou aderindo e minha casa acabou virando uma loucura de tanta doação”.

“O projeto “Viva – Vidas valorizadas busca revitalizar o comércio local, que também está em sofrimento por conta da pandemia, além de resgatar o poder de compra da comunidade.  Fizemos uma parceria com a ABCN e eles já possuem algumas famílias da comunidade cadastradas. Acabando o bazar levaremos essas famílias para fazerem as compras no valor de R$60”, completou a assistente social.

“O acolhimento da comunidade esta sendo muito bacana, não somente pelo processo da venda ou pelo vale compras, mas de acesso à produtos de qualidade e de marca que talvez às pessoas não tivessem acesso. Os depoimentos da comunidade também estão sendo fantásticos. A mocinha que estava aqui vendendo beiju falou: “Eu vou ali fazer o dinheiro e volto aqui para comprar”. Uma outra pessoa veio atrás de uma bermuda querendo fazer uma troca. Não importa: queremos que as pessoas saiam daqui satisfeitas e valorizadas”, finalizou.

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU