Baianas do Largo de Amaralina cobram da Prefeitura mudança na direção dos quiosques; comerciantes também reclamam

Grandes protagonistas do Largo das Baianas, em Amaralina (pelo menos na teoria), as famosas quituteiras parecem não terem sido consultadas na formulação do projeto dos novos quiosques recém entregues pela Prefeitura. A nova estrutura acabou virando alvo de polêmica. Isso porque, ao contrário do que era antes, os tabuleiros terão que ficar virados para o mar e de costas para a pista. O fato virou motivo de questionamento entre as baianas.

Em conversa com o Nordesteusou, umas das profissionais que trabalham no local, mas que preferiu manter sua identidade em sigilo, falou sobre a polêmica. De acordo com a fonte, elas foram surpreendidas com a nova estrutura, pois devido à pandemia ficaram impossibilitadas de acompanhar as obras.

“Estamos querendo voltar a trabalhar agora em novembro, inclusive já tomamos um curso com a vigilância sanitária. Mas para isso precisamos resolver isso.  Estamos querendo mudar a direção do tabuleiro e colocar de frente para a pista. Do jeito que está vamos estar expostas a assaltos. De frente para a pista fica melhor… Tem o pessoal do o pessoal que passa, o pessoal dos prédios…Além disso quando chove molha tudo. Se de costas já olhava imagine de frente para a praia. Do jeito que está só vamos poder trabalhar no verão”, disse a quituteira.

“Fomos na Prefeitura e pessoal da Semop disse que não é problema deles e que isso é de responsabilidade da Fundação Mario Leal. Eles também exigiram que os tabuleiros estejam no padrão, tudo de madeira”, completou a quituteira.

A reclamação é endossada por uma outra profissional que há mais de cinco décadas tira do tabuleiro no famoso largo o seu sustento e das suas duas filhas e neto.

“Estamos querendo voltar a trabalhar, mas não queremos o tabuleiro daquele jeito virado para a praia. Nunca foi assim. Nossos clientes vêm da pista, não da praia. Do jeito que está quem passa na pista não nos vê. Ficamos escondidas. Não queremos voltar a trabalhar daquele jeito. Tem também a questão da chuva: no dia da inauguração o prefeito estava lá e viu. Todo mundo se molhou”, relatou a baiana.

Piquetes – E não é somente as baianas de acarajé que alegam problemas no recém inaugurado Largo de Amaralina. O proprietário do restaurante Cabana da Praia, situado na referida localidade, procurou a equipe do Nordesteusou (NES) para relatar o inconveniente causado pela instalação de “piquetes” em frente ao bar.

“Meteram uns piquetes sem pé nem cabeça aqui na frente (ver foto). Não explicaram o porquê. Perguntamos aos engenheiros e eles também não souberam dizer, se limitaram a dizer que “estava no projeto”. Esteticamente ficou horrível”, disse Ruan.

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Tiago Queiroz
Graduado em Comunicação/Jornalismo, e exerce as funções de Editor e Coordenador de Jornalismo do Portal NORDESTeuSOU