Baiana, primeira índigena vacinada pede: ‘confiem na ciência, tomem a vacina’

Nascida em Euclides da Cunha, Vanuzia é profissional de saúde

Primeira indígena a ser vacinada contra a covid-19 no Brasil, Vanuzia Costa Santos é baiana de Euclides da Cunha. A indígena de 50 anos é técnica de enfermagem e assistente social. Ela foi vacinada na tarde deste domingo, logo após a enfermeira Mônica Calazans, primeira vacinada no país. Vanuzia nasceu na aldeia de Massacará, em Euclides da Cunha.

Após ser vacinada, ela fez um apelo para que as pessoas tomem a vacina. Se referindo diretamente ao povo indígena, de quem disse ter ouvido, de alguns, que não tomariam a vacina, ela destacou que a vacinação contra doenças não é novidade para os índios. Ela lembrou que ainda criança se vacina em Euclides da Cunha. Vanuzia disse que somente o conhecimento milenar indígena não é capaz de vencer o vírus da covid-19.

“Devemos valorizar a ciência e a educação. Só minha crença não é capaz de dar conta desse vírus. A ciência milenar (dos indígenas) não é capaz de combater o vírus. Tomo vacina há 50 anos, minha mãe me levava na nossa aldeia. Sempre tomamos vacinas e porque não agora? A vacina veio para nos salvar e dar vidas. Faço um apelo com meus parentes, que não querem tomar vacinar: tome a vacina. Se você não se vacinar vai perder a vida, e a vida de seus parentes”, disse horas depois de ser vacinada, em entrevista à GloboNews.

Vanuzia é presidente do Conselho do Povo Kaimbém, originários da região Nordeste. Ela foi vítima de covid-19 em maio do ano passado, mas não precisou de cuidados hospitalares. A baiana disse que no futuro, pretende voltar para sua aldeia para cuidar dos moradores. Vanuzia mora em São Paulo desde 1988. Segundo ela, a aldeia de Massacará, em Euclides da Cunha, tem cerca de 200 famílias atualmente.

De acordo com o Governo de São Paulo, 112 pessoas foram vacinas neste domingo, 17, no ato que marcou o início da vacinação no Brasil.

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