Bruno diz que tarifa de ônibus pode chegar a R$5 em 2022

Prefeito de Salvador cobra um subsídio do governo federal para impedir aumento assinado em contrato pela prefeitura

Por Atarde

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM/UB) voltou a pedir apoio do governo federal para subsidiar os contratos de transporte públicos nas cidades. O gestor revelou que se cumprir o contrato assinado pela prefeitura da capital baiana com as empresas de ônibus, a passagem deverá passar a custar R$ 5 ou mais em 2022. 

“Se não tiver subsídio do governo federal, vocês lembram o que ocorreu em 2013? Aquelas manifestações que pararam o Brasil? Ano que vem vai se repetir. Se eu fosse cumprir o contrato que está assinado em Salvador, a passagem passaria para a casa de 5 reais. Tem condições de fazer isso? Não. O povo não aguenta pagar”, disse o prefeito, em entrevista ao programa Conexão Sociedade, da Rádio Sociedade da Bahia. 

De acordo com Bruno Reis, a prefeitura esperava receber um subsídio no valor de R$ 84 milhões em 2020. Na quarta-feira, 8, será realizada uma reunião em Brasília com ministros e outros gestores municipais para tentar novamente um acordo. 

“O prefeito ACM Neto chegou a pagar o desequilíbrio de 2020 confiando nesse dinheiro, que depois não veio. O projeto foi vetado. Qual é a proposta de nós prefeitos? É que possa ser dado um subsídio principalmente pra compensar a gratuidade do idoso. Essa ajuda seria repassada para o sistema, para evitar um aumento na tarifa de ônibus. A gente espera, nesse cálculo, que Salvador receba 64 milhões de reais. Isso corresponde a 10% do faturamento ano do sistema. Você teria condições de dar um aumento 10% menor aqui na nossa cidade. Amanhã estamos lá em Brasília. Ainda estamos tentando uma reunião com o presidente, mas vai ter uma série de reuniões com ministros e no Congresso”, falou o prefeito.

Passaporte vacinal

Na mesma entrevista, Bruno Reis comentou sobre a iniciativa do presidente Jair Bolsonaro (PL) de restringir ao goveno federal a decisão de adotar a  obrigatoriedade do passaporte da vacina contra a Covid-19 no país, tirando essa decisão de estados e municípios. O chefe do Executivo federal é contra a medida, que prevê a obrigação da comprovação de vacinação para entrar no Brasil, como acontece nos principais países do mundo há meses. 

“O Supremo (STF) já decidiu sobre isso. Prefeitos e governadores, nós que estamos aqui na ponta e enfrentamos o problema, podemos adotar as medidas, seja de isolamento social, flexibilizações, como também as medidas em relação a exigência da vacina. No Rio de Janeiro as pessoas não usam máscaras como nós usamos. Lá eles tiraram a obrigatoriedade em relação ao uso da máscara. Lá há uma liberdade maior em relação a uma série de atividades e, por isso, eles exigem mais o passaporte de vacinação. Isso já foi levado aos tribunais e os tribunais já decidiram que é uma competência dos prefeitos e governadores”, concluiu.

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