Vacinação traz alívio e esperança para famílias de adolescentes com comorbidades

Foto: Bruno Concha/Secom

A esperança e alívio de que a pandemia do coronavírus será vencida em breve, a partir do avanço da vacinação contra a doença, passaram a fazer parte do misto de emoções de muitos pais de adolescentes portadores de deficiência permanente ou comorbidade, na faixa etária entre 12 a 17 anos. Nesta segunda-feira (23), a Prefeitura iniciou o processo de imunização desse público, disponibilizando as aplicações das primeiras doses em diversos pontos fixos e drive-thru em Salvador.

O prefeito Bruno Reis visitou o Núcleo de Atendimento à Criança com Paralisia Cerebral (NACPC), no Alto de Ondina, um dos locais montados para a estratégia de vacinação. A estrutura funciona como um Centro Especializado em Reabilitação tipo II e atende a 460 usuários com deficiência física e intelectual, a exemplos de síndrome de Down, microcefalia, Transtorno do Espectro Autista, entre outras condições.

Lá, a vacinação contra a Covid-19 já havia alcançado 178 assistidos com idade igual ou superior a 18 anos e agora, a partir desta nova etapa, quase 100 usuários entre 12 a 17 anos começam a ser imunizados. “Esse é o principal núcleo de atendimento às pessoas com paralisia cerebral na cidade. Vamos seguir avançando com a vacinação, porque só isso vai permitir vencer a guerra contra o coronavírus”, destacou Bruno Reis.

Ele acrescentou que aguarda da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) autorização para a capital baiana vacinar, em geral, todos os jovens de 12 a 17 anos restantes, e não descartou a possibilidade de concluir toda essa população até o final do mês. Isso, no entanto, dependerá do aval da CIB em tempo hábil e da chegada de mais doses de imunizante enviadas pelo governo federal.

Atualmente, Salvador soma 92% da população com a primeira dose da vacina e 40% totalmente imunizada. Contudo, a cidade acumula 125 mil pessoas aptas para tomar a vacina, mas que sequer foram a um dos pontos para tomar as injeções e 58 mil que não retornaram para tomar a dose de reforço e concluir o processo vacinal. O prefeito voltou a fazer um apelo para conscientizar esses cidadãos.

“Antes tínhamos gente para vacinar e não havia vacina. Hoje essa lógica se inverteu. Temos vacinas e as pessoas não estão indo se vacinar. Precisamos que todos tenham responsabilidade. Para saírmos o mais rápido possível da pandemia, faço apelo para que as pessoas possam ir se vacinar”, alertou.

Ansiedade – Moradora de Valéria, a dona de casa Adiméia Brito Barbosa, 38 anos, levou o filho Vitor Gabriel, 13 anos, que é portador de paralisia cerebral, para tomar a primeira dose contra a Covid-19 no NACPC. “Estou muito mais tranquila. Com a vacina, posso sair mais com ele para fazer alguns atendimentos médicos necessários. A gente não estava saindo de casa praticamente para nada. Agora é esperar a segunda dose para tudo ficar perfeito. A vacina chega para acabar com toda essa agonia que vivemos há mais de um ano e de que dias melhores virão”, frisou.

A autônoma Ana Paula Silva dos Santos, 38 anos, também comemorou a imunização do filho Andrey Henrique, 17 anos. “Estou bastante aliviada e na expectativa de que tudo volte a ser como era antes. Fiquei muito ansiosa para que este dia chegasse. Meu sentimento é de agradecimento a Deus”, disse.

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