[Devoção] Semana Santa: “Eis o dia da Salvação”.

A tradição da sexta-feira santa.

Foto: reprodução

Sexta-feira da Paixão ou Sexta-feira santa é um feriado religioso comemorado pelos cristãos, simbolizando o dia da morte de Jesus Cristo, e faz parte das festividades da Páscoa, que simboliza a ressurreição do Messias. Sendo considerada uma data móvel, ou seja, não possui um dia específico para ser comemorado anualmente. Por regra, deve ser celebrada na sexta-feira que precede o domingo de Páscoa.

De acordo com a tradição, para se definir o dia em que é celebrada a sexta-feira santa, considera-se a primeira sexta-feira de lua cheia após o equinócio de primavera (no Hemisfério Norte) ou equinócio de outono (no Hemisfério Sul). Neste caso, a sexta-feira da Paixão pode ocorrer entre os dias 22 de março e 25 de abril.

Para os cristãos, tradicionalmente, é um dia de rituais e penitências, como o jejum ou a abstinências de prazeres mundanos. “É um dia todo dedicado a oração e o jejum, precisamos refletir sobre tudo o que Jesus fez por cada um de nós, nada de festas e comemorações, e sim o silencio”, explica uma fiel Católica. A praticante salienta as atividades do dia “É comum ver reconstituições, encenações, homenagens e outras formas de representações artísticas de como teriam sido os últimos momentos de vida de Jesus Cristo, seu julgamento, crucificação e ressurreição do “mundo dos mortos”, comenta uma outra cristã.

“Eis o dia da Salvação”. Essa frase revela muito do que é a essência destes dias tão propícios para os cristãos. Jesus Cristo chega ao momento da consumação de sua missão aqui na Terra: sua Paixão, Morte e ressurreição.

A Igreja o acompanha atualizando estes Santos Mistérios. Chora a dor da traição. Em Judas Iscariotes, também nós entregamos Jesus. São Paulo nos recorda que Deus poupou toda a humanidade naquele dia em que impediu a morte de Isaac, poupando-lhe a vida, mas, como um cordeiro sem mancha, manso, humilde, puro e, sobretudo, pobre, Cristo não foi poupado por Deus na cruz e entregou-se por toda a humanidade ferida. (Cf. Rm 8, 32; Gn 22 1-19).

Tirou a culpa de nossos pecados e em sua ressurreição nos tornou livres da escravidão. Não somos mais sujeitos do pecado, mas estamos sujeitos à ele, de modo que devemos escolher o bem e rejeitar o mal.

Ao celebrarmos estes Mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, seremos remidos dos nossos pecados e devemos todos os dias, até o fim, escolher por Ele. Como está escrito no livro do Deuteronômio: “Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, amando o Senhor, teu Deus, obedecendo à sua voz e permanecendo unido a ele.” (30, 20).

Não percamos tempo! Vamos ao encontro do Senhor! Celebremos com amor e piedade, pois “vai chegar a hora – e já chegou – em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja.” (Jo 4, 23)

Nos Católicos, vivemos este tempo de reflexão, seguindo os ensinamentos de Jesus, participamos de forma ativa das atividades da Igreja, que tem uma programação especial, neste tempo.

O ritual vai da procissão de ramos no domingo, momento de confissão durante a semana, missa de lavar pés na quinta-feira, Via Sacra ás 05h00min da manha da sexta-feira, pelas ruas do bairro, Celebração da Paixão, Procissão da luz e por fim a missa de Domingo de pascoa.

Que a Páscoa do Senhor nos aproxime da santidade, tornando nossa vida um testemunho vivo de Cristo e causa Salvação de muitas almas.

Feliz Páscoa!”, explica, o seminarista Alexandre Oliveira da Arquidiocese de Salvador.

Independente da sua crença religiosa a equipe do NORDESTEeuSOU deseja uma feliz e Santa, sexta-feira para todos!

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Luis Lago
Amante da Literatura, apaixonado pelas Letras. Discente de Letras Vernáculas e Língua Inglesa, poeta, escritor , blogueiro, professor e Repórter do site NES.