[Dia Mundial de Combate ao Câncer] Moradora do Nordeste de Amaralina conta como, através da superação, superou a doença

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, vamos conhecer a história de Dona Nilda, que através de muita fé, otimismo e esperança venceu a batalha contra a doença

O dia 4 de fevereiro foi instituído como o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Criada em 2000, a data tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a doença, além de influenciar governos e indivíduos para que se mobilizem pelo controle do câncer evitando, assim, milhões de mortes a cada ano. Além dos cuidados médicos, a palavra superação é um dos pré-requisitos para se vencer a doença. Esse foi o caso de Nilda Silva Santos, 46 anos, moradora da Rua Professor Luiz Pinto, no bairro da Santa Cruz.

Nilda lembra até hoje dos momentos em que vivenciou a doença, desde o dia do seu diagnóstico, há quatro anos atrás, até a presente data: “Eu fiz a mamografia e ao pegar o resultado, uma amiga minha que trabalhava lá no Aristides Maltez, levou para a mastologista dar uma olhada, que pediu o meu comparecimento no hospital com urgência. Fui para a triagem fazer o cartão, no dia 01/02/2017, foi quando começou minha luta contra o câncer de mama”.

De acordo com Nilda, cirurgia foi marcada para pouco mais de dois meses depois, mais precisamente no dia 19 de Abril. “Quando fiz a mastectomia e começou minha saga pela cura. Na época eu tinha uma filhinha com 2 anos e meio, que estava amamentando e precisei parar de amamentar porque iria começar a fazer a quimioterapia.”, relata a moça que trabalhava como empregada doméstica.

Mesmo diante das dificuldades, como boa mãe, a sua maior preocupação sempre foram os seus filhos: “Eu me apeguei muito a Deus, não só por mim, mas também porque não queria deixar naquele momento, a minha filhinha de 2 anos e meio, pois já havia perdido outra filha com 11 anos de idade, que teria sido levada para o HGE e falecido após o uso de uma medicação, mas na época estava tendo um surto de meningite e colocaram essa a causa da morte no laudo dela. Então, como Deus me proveu de ter mais um filho, eu pedi muito a ele para que me desse mais uma chance para ver o crescimento da minha filha, Maria Luiza.”.

Guerreira e perseverante, ela não hesita em reforçar a importância da sua fé e da solidariedade das pessoas ao seu redor para unir forças e conseguir superar cada desafio, usando sempre uma palavra de otimismo e esperança: “Hoje, graças a Deus sou uma serva do senhor e ele vem fazendo milagres na minha vida. Só tenho a dizer que quando as pessoas receberem a notícia de qualquer doença que lhe acometa, não se desespere Deus é conosco. É nossa fé mesmo que nos levanta”.

“Por isso eu peço a todos que não desistam quando vocês receberem qualquer diagnóstico, não desistam da sua vida, lutem até o último momento.”, destaca Nilda.

COMPARTILHAR
Jovem negro, periférico, soteropolitano e futuro Cientista Social. Vivendo o dilema entre ser um tanto anti-social e gostar de Sociais, mas desde o início da quarentena resolvi me desafiar mais na vida e cá estou eu, tentando. "Je suis ici" (eu estou aqui).