Livre, DJ Rennan da Penha firma contrato com a Sony Music

Cerca de 15 dias após ter habeas corpus concedido, o funkeiro assina com a gravadora que cuida da carreira de gigantes da música brasileira

O DJ Rennan da Penha, criador do Baile da Gaiola e precursor do Funk 150BPM, assinou contrato com a gravadora Sony Music nesta segunda-feira (9), cerca de 15 dias após ser libertado de uma prisão bastante questionada por entidades de direitos humanos e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O funkeiro comemorou o novo contrato nas redes sociais ao compartilhar matéria do colunista Lauro Jardim, do O Globo. “Todas as minhas conquistas eu devo aos meus fãs”, publicou Rennan.

A Sony agora ficará responsável pela carreira do artista que deve lançar em breve uma música com MC Livinho. A parceria entre os dois rendeu o troféu ‘Canção do Ano’ do Prêmio Multishow de 2019, com a música “Hoje eu vou parar na gaiola”. A premiação aconteceu enquanto o DJ ainda estava preso e rendeu diversas homenagens para o funkeiro.

Liberdade

Rennan da Penha ficou sete meses preso por ter sido condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e só foi solto após o Supremo Tribunal Federal reverter o entendimento a favor da execução antecipada da pena.

Absolvido em primeira instância, o DJ foi condenado em segunda instância a seis anos e oito meses de prisão apontado como “olheiro do tráfico” no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro. Ao ser interrogado, Rennan negou as acusações e disse que não tinha tempo nem necessidade financeira para ser olheiro do tráfico.

Na época, a Ordem dos Advogados do Brasil e inúmeros movimentos sociais questionaram a prisão de Rennan, afirmando que a condenação seria uma tentativa de criminalizar o funk e o Baile da Gaiola, maior baile funk do Rio e que foi idealizado por ele. A OAB também declarou preocupação com o uso do sistema da Justiça criminal contra setores marginalizados da sociedade.

COMPARTILHAR
Voz das Comunidades
No ano de 2005, época em que a mídia tradicional nem se quer mencionava o que existe de bom nas favelas e os verdadeiros problemas sociais que os moradores enfrentam no dia-a-dia, foi quando um menino de 11 anos de idade, aluno de uma escola municipal, decidiu criar um jornal pra comunidade do Morro do Adeus, uma das 13 que formam o Conjunto de Favelas do Alemão, pra mostrar tudo o que acontecia na sua comunidade.