Moradora do Nordeste de Amaralina vira modelo após ser descoberta em fila de entrega de cesta básica

Rebeca Farias iniciou a sua carreira na moda após vídeo publicado no Instagram que foi publicado por Taís Araújo, Regina Casé e Ivete (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

Por Correio24horas

O acaso protege enquanto se anda distraído. E essa proteção é ainda maior para quem está atento: quem sabe quando uma oportunidade vai surgir? Ninguém. Mas dá para aproveitar tão logo ela chegue. Rebeca Farias, 16 anos, moradora do Nordeste de Amaralina, soube aproveitar a oportunidade que surgiu e em alguns meses viu sua vida mudar: saiu de uma fila para pegar alimentos numa ação, topou gravar um vídeo e hoje é modelo agenciada pela WAY Models, a mesma empresa que cuida das carreiras das modelos brasileiras Sasha Meneghel, Carol Trentini e Alessandra Ambrosio.

Dona de um olhar tranquilo e um jeito que mistura timidez e agitação, Rebeca é gigante pela própria natureza – seu 1,90 metro de altura não deixa negar. A vida dela começou a mudar quando Marivaldo dos Santos, fundador do projeto percussivo Quabales, viu a garota na fila para receber uma doação de cesta básica.

(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

Marivaldo perguntou se Rebeca topava gravar um vídeo pedindo ajuda para fazer um book ou dar uma força para ela ingressar no mundo na moda. Ela topou. Foi aí que as portas começaram a se abrir para a garota.

O vídeo foi publicado no dia 4 de dezembro do ano passado e circulou: nomes como Ivete Sangalo, Regina Casé e Taís Araújo compartilharam a publicação, que foi levada longe pelas redes sociais. O nome dela chegou a pessoas ligadas ao universo da moda e aí veio a grande oportunidade.

Menos de um mês depois da publicação, Rebeca posava para ensaios  de Paulo Borges, do São Paulo Fashion Week, e  para o beauty-artist Fernando Torquatto. E ela também protagonizou o videoclipe ‘Fashion Way’ do DVD ‘Live – Broadway na Favela’, do Quabales Banda.

Rotina
Começando na vida de modelo, Rebeca ainda tem que enfrentar várias dificuldades. A mudança de rotina bagunçou um pouco a cabeça da menina tímida, estudante do 1º ano do ensino médio, e que tinha como um de seus hobbies ir à casa das amigas.

Morando com a tia, o tio e um primo na comunidade do Pé Preto, no Nordeste de Amaralina, Rebeca não imaginava que a oportunidade iria surgir justamente no período em que ficou mais reclusa em casa, tentando manter o isolamento por conta da pandemia do novo coronavírus.

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