Ato simbólico marcará o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Foto: Sepromi

Um ato simbólico no Parque do Abaeté, em Salvador, marcará o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, nesta quinta-feira (21), a partir das 8h. A atividade ocorrerá em frente ao busto da yalorixá Gildásia dos Santos, a Mãe Gilda, considerada símbolo de resistência e afirmação das religiões de matriz africana, inspirando a criação da data.

O evento é realizado pelo Ilê Axé Abassá de Ogum, com número limitado de pessoas em virtude da pandemia de Covid-19, mas terá transmissão ao vivo pelo Instagram (@axeabassadeogum).

A programação incluirá uma homenagem à Mãe Gilda, que liderou o Abassá de Ogum até seu falecimento, após ser vítima de intolerância, em 2000. Estarão presentes no ato a yalorixá Jaciara Ribeiro, filha biológica de Mãe Gilda, além da titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis.

Dados do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela apontam que, em 2020, foram denunciados 29 crimes de ódio religioso, totalizando 232 desde a implantação do serviço, em 2013.

A data

O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi instituído em 2007, tendo o caso de Mãe Gilda como um dos mais emblemáticos na luta contra o racismo e o ódio religioso no país. Após ter a imagem maculada e o terreiro invadido e depredado por representantes de outra religião, a sacerdotisa teve agravamentos de problemas de saúde e faleceu em 21 de janeiro de 2000.

O episódio repercutiu amplamente, resultando em projetos de lei na esfera municipal e, em seguida, sendo reconhecido na esfera federal. A data é um marco para fomentar o debate acerca do respeito às diferentes crenças e à liberdade de culto.

Políticas públicas

Na Bahia, dentre políticas públicas na área está o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, serviço de atendimento gratuito, em Salvador. Vinculado à Sepromi, o equipamento oferece apoio social e jurídico a vítimas, desde 2013.

O Centro de Referência é uma das portas de entrada dos casos acompanhados pela Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, composta por instituições do poder público, universidades federais e estaduais, o Sistema de Justiça e um conjunto de organizações da sociedade civil.

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