STF envia à PGR novo pedido de investigação contra Bolsonaro no caso MEC

Cármen Lúcia pediu à Procuradoria-Geral da República que se manifeste e citou "gravidade do quadro narrado"

Brasília - A presidente do STF, Cármen Lúcia, durante sessão plenária para definir a fixação da tese de repercussão geral nas ações que tratam da desaposentação (José Cruz/Agência Brasil)

Nesta terça-feira (28), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o órgão se manifeste sobre o pedido de investigação feito pelo deputado Israel Batista (PSB-DF) contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso do suposto esquema de favorecimento ilícito no Ministério da Educação.

Na segunda-feira (27), solicitação semelhante foi feita pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

“Considerando os termos do relato apresentado e a gravidade do quadro narrado, manifeste-se a Procuradoria-Geral da República”, escreveu a ministra no despacho.

O pedido de Israel Batista envolve a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro nas investigações da Polícia Federal (PF) que resultaram na prisão do ex-ministro Milton Ribeiro. O chefe do Executivo teria alertado Milton, em ligações telefônicas, de possíveis buscas contra o ex-titular do MEC.

“Segundo o próprio Ministério Público, há elementos que indicariam a possibilidade de vazamento das apurações no caso, com possível interferência ilícita por parte de Jair Bolsonaro”, ponderou Israel Batista, no pedido.

Além dos dois pedidos, a Justiça Federal determinou o encaminhamento ao STF da investigação aberta contra Milton Ribeiro. Ainda não houve nenhuma decisão na Corte.

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