[TALENTO NES] Cria do Nordeste de Amaralina lança projeto musical de MPB: “Beleza Natural”

Ary Chaby exalta a beleza da natureza por meio do seu primeiro albúm musical. O trabalho do artista pode ser conferido nas plataformas digitais. 

“Sem a música a vida não teria sentido” Nietzsche. A música embala e sempre embalou sentimentos os mais profundos em todas as épocas. A emoção de quem escreve, interpreta, canta e ouve é indescritível. Os amores, as paixões, as tristezas e os diversos sentimentos são expressados pela dádiva da música. 

Ary Chaby cresceu ouvindo, no âmbito familiar, em especial a Bossa Nova, MPB, e o Samba. A influência desses estilos musicais fez nascer dentro dele a paixão pela música, a qual ele expressa os seus mais puros e belos sentimentos. 

Nascido e criado no Nordeste de Amaralina, Ary Chaby (@arichaby) resolveu lançar seu primeiro álbum, produzido por Felipe Simões (@felipesimoesgtr), cujo o título é “Beleza Natural”, nome de uma das faixas em que o artista homenageia sua mãe e grande inspiradora. A música é uma composição de seu pai Arivaldo Marques. O conteúdo musical desse projeto é todo inspirado em compositores da família, inclui uma faixa autoral do cantor, bem como, canções do seu tio e compositor Douglas Limeira (@douglaslimeiradoug). Esse álbum é uma cuidadosa fusão dos elementos do Samba, Jazz, Blues, Pop rock e Afro. A sonoridade do disco é toda influenciada por sons da natureza e seus quatro elementos (água, fogo, terra e ar).

Para o idealizador do projeto e diretor artístico Sergio Sena(@sergio_sena1368), o objetivo do disco é: “incomodar” a MPB com sua voz marcante e carismática, cantando canções que possam transmitir emoções que vão do rir ao chorar, com sua timidez disfarçada em um sorriso, que vai abrindo aos poucos uma nova página da história musical brasileira”, revela.

Nascido em berço musical o nosso protagonista de hoje desde sua infância já aflorava seu talento pela arte. “Lembro-me quando ainda era pequeno, nem sabia ler e escrever, e eu cantava aquela música “Quatro semanas de amor”, de Luan e Vanessa, meu pai na porta com o violão e minha mãe conta que eu cantava assim: “ foi num xonho de verante numa paia, catos chemanas de amor……risos”. A partir daquele momento meus pais notaram que eu tinha uma afinação diferenciada”, relembra com saudosismos.

  Não demorou muito para dar seus primeiros passos no segmento musical. Foram nos eventos religiosos na Igreja Católica Apostólica Romana de Amaralina que Ary Chaby deu forma ao seu sonho. “Comecei a cantar na igreja da comunidade São José de Amaralina. Ainda criança eu cantava salmos, isso foi no tempo de catequese, nas missas direcionadas para ás criança. Quando ainda adolescente, cantava em um grupo  de jovens e nas quermesses das festas de novena. Lá por volta de 2004, após os meus 15 anos, comecei a cantar em barzinhos e em pequenos eventos organizados pela família.

Fiz parte de um grupo de música na paróquia Santo André localizada no vale no Vale das Pedrinhas. Entretanto, depois que me tornei adulto passei um longo tempo longe da música. Hoje, tomei a decisão e coragem para realizar este sonho”, descreve e reflete sobre as fases que enfrentou para ir em buscar do seu lugar no cenário musical baiano.

Muitos artistas encontram resistência familiar quando desejam seguir por este  caminho, mas para Ary foi o oposto, encontrando motivação e inspiração dentro do seu lar. “Meu pai é musico, cantor e compositor e minha mãe já fez teatro. Meu irmão, Tito Rocha, é músico e compositor. Meu primo Flávio Chabi é percussionista. Meu irmão Breno era capoeirista e fez participação tocando Berimbal em uma das faixas. Depois, tenho também os meus tios Douglas Limeira e Sergio Sena, amigos de infância do meu pai. Estes caras são “feras”, tocavam muito pelo bairro do Nordeste, nas noites, nos bares. É incrível escutar as histórias, são tantas memórias afetivas vividas por eles na década de 70, 80 e 90. Seis canções do CD nasceram nessa época aí, bons tempos”, comenta da referência   familiar. 

Além do desafio pessoal com a carreira, o  jovem artista  se lança em  um nicho  ainda pouco explorado musicalmente no Nordeste de Amaralina: a MPB.

“Para mim é um orgulho mostrar nesse trabalho o  lado cultural da comunidade que é tão valoroso quanto qualquer outro estilo musical e que nasce também de um jovem da comunidade. Penso que deveríamos valorizar mais esses artistas que afloram da periferia, a verdade é que nós temos o nosso valor, o que nos falta é mais oportunidade e eu estou aqui para defender essa causa tão nobre. Falando em comunidade e cultura, cheguei a gravar em vídeo um  single “Magma do Vulcão”, este vídeo foi gravado no Largo das Baianas , Amaralina, com a participação dos capoeiristas Luiz R.Brito (@lui_legend) e do professor e dançarino Leleco Pesadello (@pesadello) da escola da primeira mestra de capoeira do Nordeste, Mestra Bia (@mestrabia_). Também,  trago na música “Balancê” uma memória aos grandes arrastões de samba e axé que ocorreram nas décadas de 80 pelas ruas do nosso bairro Nordeste de Amaralina, uma época saudosa e gostosa, as grandes copas do mundo, as famosas festas dos jogos  do Bahia x Vitória”, disse.

Ainda se tratando sobre a MPB, Ary descreve a cerca dos seus principais ídolos do gênero. “São tantas, que isso responde a característica eclética desse trabalho, mas gostaria de destacar em especial: Djavan, Emilio Santiago, Cazuza, Roupa Nova, Tom Jobim, Caetano Veloso e Gal Costa. Esse CD, inclusive, carrega influências do celeiro internacional e confronta propostas de sons inusitados, isso trouxe toda uma irreverência ao álbum. Tenho muito disso, gosto de fugir de paradigmas e rótulos musicais, música pra mim é amor”, fala.

O álbum Beleza Natural foi gravado em dois estudios diferentes em Salvador, o Pec e no estudio da Plusmais. Além da gravação de um vídeo clipe no bairro do Rio Vermelho, contando com uma equipe de mais de dez profissionais envolvidos de forma direta e indireta.

“Além da homenagem a minha mãe, o nome do álbum Beleza Natural se deu pelo fato do trabalho reunir em vários momentos a sonoridade da natureza, desde o ambiente urbano ao rural. Os quatro elementos da natureza estão presentes em todo o roteiro dessa obra. Tenho o Felipe Simões como produtor musical e o Sergio Sena como diretor artístico. Além disso o álbum carrega as valorosas canções de meu pai Arivaldo Marques, Douglas Limeira e Regina Penha que compôs uma letra em parceria comigo. A paixão pela música brasileira e a realização de homenagear os meus pais. Eles são os meus primeiros fãs e maiores incentivadores. Beleza Natural é uma composição que o meu pai fez para declarar seu amor a minha mãe Valdice, a qual, eu homenageio com a produção de um vídeo clipe na praia encantada do Rio Vermelho, Salvador”, descreve.

Indagando pela reportagem sobre o que o público pode esperar do projeto o nosso Talento NES é categórico:

“Acredito que o respeito aos sentimentos que são inerentes a todos os seres humanos: a alegria, a paixão, a tristeza, a saudade, o luto, o amor e a harmonia espiritual.  Nesse momento de pandemia selecionei canções que trouxessem uma mensagem de esperança e alento nesses tempos tão sombrios. A poesia é um dos pontos fortes desse trabalho, inclusive declamada. Por incrível que pareça, apesar das canções terem sido escritas à décadas atrás, elas apresentam um cunho  atual. Um resgate poético contemporâneo”.

A partir do dia 25 de agosto a região Nordeste e o Brasil vai descobrir uma nova maneira de apreciar e viver a autêntica arte protagonizada por um jovem apaixonado e esperançoso que acredita na valorização e enaltecimento da cultura musical brasileira.  Para acompanhar o resultado desta super produção nas  plataformas digitais @arichaby (instagram)

*colaborou- Alberto Junior

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Amante da Literatura, apaixonado pelas Letras. Discente de Letras Vernáculas e Língua Inglesa, poeta, escritor , blogueiro, professor e Repórter do site NES.