População destaca importância do dinheiro mensal.
Ocorreu no dia 29 de outubro, o último pagamento do Bolsa Família, programa de amparo social instituído há 18 anos, ainda no primeiro governo de Lula. Com o fim do auxílio e em meio às incertezas do pagamento do Auxilio Brasil, cerca de 13,9 milhões de famílias podem ficar desassistidas.
Segundo pesquisas metade das famílias acompanhadas pelo programa vivem em condições de extrema pobreza, em sua maioria em comunidades periféricas. A reportagem conversou com alguns beneficiários do programa, residentes no Complexo Nordeste de Amaralina, sobre o fim do Bolsa Família.
De acordo com Maria Francisca, 48 anos, o encerramento do pagamento marca início de dias difíceis.
“Viva o Brasil. O pobre sempre é penalizado. A corda arrebentou. As coisas estão pelo olho da cara, valores elevadíssimos, não tem emprego. Eu não sei como irei levar o alimento para meus quatro filhos”, desabafa a moradora da Santa Cruz, que há seis anos recebe a bolsa.
Segundo Cristina Santos, 30 anos, o dinheiro já tinha destino certo.
“Já era um complemento na cesta básica. Ainda mais neste momento de pandemia, crise econômica… O auxílio era de grande ajuda para colocar o pão na mesa”, comentou a moradora da Chapada do Rio Vermelho que possui dois filhos pequenos.
História
O Bolsa Família foi criado em outubro de 2003 e possui três eixos principais: complemento da renda; acesso a direitos; e articulação com outras ações a fim de estimular o desenvolvimento das famílias. Foi considerado um dos principais programas de combate à pobreza do mundo, tendo sido nomeado como “um esquema anti-pobreza originado na América Latina que está ganhando adeptos mundo afora” pela britânica The Economist.




