Reggae, resistência e paz: Colar de Conchas anima foliões no Circuito Mestre Bimba

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O Bloco Colar de Conchas levou vibrações positivas ao Circuito Mestre Bimba nesta quinta-feira de Carnaval, 12 de fevereiro. Sob o comando do cantor Fábio Nolasco, e com as participações de Jô Kallado e Raissa Araújo, o bloco animou o público com um repertório marcado pela energia do reggae raiz, transformando o circuito em um verdadeiro encontro de celebração e boas energias.

A animação dos foliões foi vibrante, impulsionada pela força que o ritmo transmite. Além das canções nacionais, interpretações internacionais de reggae agitaram a nação regueira e reforçaram a identidade musical do bloco, que soma uma década de resiliência.

Durante o circuito, os moradores também destacaram o significado do balanço do reggae “Curtir reggae no nosso bairro é sentimento de resistência, de gratidão por viver mais um carnaval no nosso bairro de forma pacífica” afirma Carla Lília, 53 anos, moradora do bairro.

O pioneiro do bloco, Fábio Nolasco, ressalta a importância do apoio crescente recebido pela agremiação, destacando como isso tem fortalecido o desfile. “Viver esse carnaval foi maravilhoso. O cuidado e o apoio que a Liga do Carnaval do Nordeste de Amaralina está tendo foram cruciais para que este desfile fosse de excelência, trazendo muito axé e paz”

“Estar aqui como mulher preta, representando o Pelourinho, o reggae resistência de Salvador, é muito importante, manter essa cultura aqui dentro é sinônimo de força e continuidade” afirma Jô Kallado, referência feminina do reggae baiano.

“Meu primeiro ano somando com a história desse Carnaval. Que os próximos estejam vivos e presentes, com toda força, abrindo caminhos dos jovens que estão chegando pra trazer uma nova caminhada” comenta Raissa Araújo, cantora independente e multiartista.

Kezia Carvalho
Kezia Carvalho
Jequieense e estudante de Jornalismo, é fascinada pela comunicação e moradora do Nordeste de Amaralina. Para ela, conhecer o NORDESTeuSOU foi um divisor de águas, fortalecendo seu olhar sobre questões sociais e o valor da cultura periférica. Iniciar sua trajetória jornalística no bairro é, para Kezia, uma grande realização e uma oportunidade de ser voz ativa na comunidade, cercada de pessoas que vivem o jornalismo de forma verdadeira e inspiradora.

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