Movimento “Levante: Mulheres Vivas, em luta e sem medo” reúne mobilização em Salvador no Dia Internacional das Mulheres

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Movimentos sociais, sindicais, coletivos feministas, grupos culturais, partidos políticos e comunidades de Salvador foram às ruas neste domingo (8), Dia Internacional das Mulheres, durante o ato unificado do 8 de Março. Com o lema “Mulheres vivas, em luta e sem medo: por democracia com soberania, pelo Bem Viver, fim do feminicídio e da escala 6×1”, a mobilização reuniu participantes a partir das 9h, no Cristo da Barra, e seguiu em caminhada até o Farol da Barra, na orla da capital.

A mobilização ocorreu em um contexto de aumento da violência contra as mulheres. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), vinculado ao Ministério da Justiça, mais de 100 mulheres foram assassinadas na Bahia em 2025, colocando o estado entre os que mais registram casos de feminicídio no país. A maioria das vítimas é composta por mulheres negras, jovens e trabalhadoras.

A atividade também destacou a necessidade de ter mulheres em espaços de lideranças em diferentes áreas de atuação, sobretudo, as mulheres negras, que representam 2,96% desses números. Na abertura do ato, a ex-deputada estadual, professora e militante do movimento negro há 80 anos, Edenice Santa’Ana, saudou as mulheres negras que vem lutando para que tenham voz e espaços nos locais, como: Dandara, Carla Akotirene e Luiza Mahin. Ela também afirmou a importância da unidade na diversidade. ‘’A nossa luta sempre foi coletiva, e é na unidade das mulheres que encontramos força para ocupar os espaços que historicamente nos foram negados’’, pontuou.

Nos últimos três meses, lideranças do movimento 8M e de outras organizações sociais que atuam na defesa dos direitos das mulheres se reuniram para planejar o ato, com o objetivo de reforçar a importância do Dia Internacional das Mulheres como um momento de luta, memória e mobilização social em defesa da vida, da dignidade e da garantia de direitos. Para Lili Oliveira, organizadora da ação, o movimento tem como objetivo reforçar o caráter histórico da luta das mulheres. “Desde a organização, esse ato nos lembra que nossa história é de luta e segue sendo construída em defesa da democracia, pelo fim da escala 6×1 e pelo bem viver das mulheres”, afirmou.

Ainda na manifestação, a advogada e co-coordenadora do Levante Mulheres Vivas, Naiara Negreiros, pontuou que essa data não é de celebração, mas de rememorar a coragem e luta diária das mulheres. ‘’Estamos aqui para reafirmar os nossos direitos, a nossa existência e que não vamos tolerar desigualdade’’. Ela também destacou que esse espaço é para cobrar justiça pelos casos de feminicídios. ‘’Esse ato escancara a urgência para falarmos sobre todos os tipos de violência contra mulher e maneira efetiva de combatê-la’’, finalizou.

Conexões que Protegem
A mobilização conta com o apoio da Agência LK, por meio da iniciativa Conexões que Protegem, que atua na comunicação e na difusão de pautas relacionadas à proteção, acolhimento e garantia de direitos das mulheres. A proposta é colaborar com organizações e movimentos sociais no fortalecimento da informação, na ampliação do debate público e na mobilização da sociedade em torno do enfrentamento à violência contra as mulheres.

Redação NES
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