Casa Marielle Franco reforça acolhimento a mulheres em risco em Salvador

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Em meio a um cenário crítico de violência contra a mulher, iniciativas de acolhimento seguem sendo fundamentais para salvar vidas na Bahia. Em 2025, o estado registrou 108 casos de feminicídio, ocupando o quarto lugar no ranking nacional, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os números evidenciam a urgência de fortalecer redes de proteção e ampliar o acesso a espaços seguros para mulheres em situação de risco.

Em Salvador, a Casa Marielle Franco Brasil tem desempenhado um papel central nesse acolhimento. Com atuação desde 2023, a instituição é mais do que um abrigo, o espaço funciona como uma rede de apoio ativa, oferecendo escuta, orientação e proteção para mulheres que precisam sair, muitas vezes de forma imediata, de contextos de violência doméstica.

À frente da iniciativa está Sandra Munhoz, mobilizadora social e referência na luta pelos direitos das mulheres. A Casa nasceu do compromisso com o cuidado e com a criação de alternativas reais para mulheres e população LGBTQUIAPN+ que não têm para onde ir. “Muitas chegam aqui com medo, sem estrutura emocional e financeira, algumas com filhos pequenos, outras com bebês. A gente acolhe, orienta e ajuda a reconstruir caminhos”, afirma.

O perfil das mulheres atendidas revela a complexidade da realidade enfrentada, entre os diversos contextos, estão as que se escondem de companheiros ou ex-companheiros violentos, em situações de risco iminente. Além do acolhimento físico, a casa também atua no encaminhamento para atendimento psicológico, orientação jurídica e apoio na retomada da autonomia.

Desafios e a urgência de apoio para manter o acolhimento

Apesar da importância do trabalho, o espaço enfrenta desafios diários para se manter ativa. O funcionamento depende majoritariamente de doações e da colaboração da sociedade civil. Entre as principais demandas estão alimentos, produtos de higiene, roupas, fraldas e apoio financeiro para garantir a estrutura mínima de atendimento às mulheres acolhidas e as crianças que chegam com elas.
Casas de acolhimento como a Casa Marielle são consideradas peças-chave no enfrentamento à violência de gênero, mas ainda operam com recursos limitados e pouca visibilidade. No mês da mulher, o alerta se intensifica para a necessidade de fortalecer essas iniciativas e garantir que mais mulheres tenham acesso a proteção e suporte.

Redação NES
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