A comunidade de Amaralina e o povo de santo de Salvador amanheceram com o coração apertado nesta quinta-feira (2). Partiu Doraci Batista dos Santos, carinhosamente conhecida como Dora, uma das guardiãs das tradições ancestrais do nosso bairro.
Uma vida dedicada ao axé e ao acarajé
Nascida em 30 de agosto de 1966, Dora carregava o dendê no sangue. Neta e filha de baianas de Amaralina, ela honrou a linhagem familiar como uma legítima baiana de acarajé antiga. Sua importância para a categoria foi tamanha que ela se tornou uma das fundadoras do Abrigo das Baianas, um marco de resistência e união para essas mulheres que são o símbolo da Bahia.
No candomblé, sua caminhada foi marcada pela dedicação profunda. Ekedi de muitos anos e zeladora de Inquice e Orixá, Dora era uma mulher de fé inabalável, respeitada por todos “ali de cima”, na região de Nanã.
Homenagens e despedida
Descrita por amigos e familiares como uma “pessoa maravilhosa e muito querida”, o legado de Josecleide (Dora) permanece vivo nas ruas de Amaralina e no tabuleiro de cada baiana que ela ajudou a organizar.
A despedida final acontece hoje, no Cemitério Campo Santo:
- Velório: 12h30
- Sepultamento: 15h30
O Nordesteusou presta sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor. Que o Orum a receba com todas as honras que uma rainha do dendê merece. Descanse em paz, Dona Dora.




