A dor da perda de um filho é impossível de medir. Para Ilana, a mãe do pequeno Fernando, de apenas quatro anos, o luto se transformou também em uma luta por respostas e por justiça.
Segundo relato da família, Fernando deu entrada no Hospital Santa Izabel para atendimento médico e, durante o tratamento, teria recebido uma medicação prescrita por uma médica plantonista que, posteriormente, foi administrada por via intravenosa em uma dosagem que, de acordo com a denúncia, era cerca de dez vezes superior ao limite suportado pelo organismo humano.
A mãe afirma que a medicação teria sido liberada pela farmácia hospitalar e administrada pela equipe de enfermagem. Ainda conforme o relato, mesmo com a piora progressiva do estado clínico da criança durante o procedimento, a administração da medicação não foi interrompida.
“Vimos nosso filho passar mal enquanto recebia as medicações. Seu corpinho foi perdendo forças, até que seu coração não resistiu”, relata a mãe.
Fernando não sobreviveu.

Desde então, a família afirma viver entre o luto e a busca por responsabilização. Segundo a mãe, o caso aguarda andamento no Ministério Público, enquanto familiares aguardam a conclusão das investigações e a apuração dos fatos.
Mais do que buscar respostas, ela diz querer transformar a dor em conscientização. “Escrevo porque acredito no poder da informação. Busco dar voz ao Fernando e impedir que sua história seja repetida.”

A família espera que o caso contribua para ampliar o debate sobre segurança do paciente, protocolos hospitalares e prevenção de erros assistenciais, temas considerados fundamentais para reduzir riscos e fortalecer a qualidade do atendimento em unidades de saúde.
Fernando tinha apenas quatro anos. Deixou sonhos interrompidos, lembranças que permanecem vivas na memória da família e um pedido que hoje ecoa por justiça: que sua história seja devidamente apurada e que sirva para evitar que outras famílias enfrentem uma tragédia semelhante.




