Uma moradora do bairro Luís Anselmo, em Salvador, denunciou uma suposta negativa de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a um paciente diagnosticado com esquizofrenia durante um surto psiquiátrico ocorrido na tarde do último dia 14, por volta das 14h.
A denunciante, que afirma trabalhar há mais de dez anos como cuidadora na residência onde acompanha o paciente, relatou que ele apresentou um surto e passou a agir de forma agressiva. Segundo ela, houve agressões físicas, chutes e a quebra de seus óculos.
“Ele surtou, veio me agredir, me agrediu, quebrou meu óculos e me chutou”, afirmou.
Diante da situação, ela acionou a Polícia Militar e o Samu, procedimento que diz seguir sempre que o paciente apresenta crises dessa natureza.
De acordo com o relato, a primeira ligação para o Samu foi atendida por uma médica plantonista que, em vez de encaminhar o atendimento, teria responsabilizado a cuidadora pelo comportamento do paciente.
“A médica me falou que eu provoquei o surto dele e que eu não tinha mais condições de ficar na casa”, disse.
A moradora afirma ainda que a profissional pediu o telefone da família responsável pela residência e teria sugerido sua demissão.
A Polícia Militar chegou ao local e, conforme a moradora, um dos policiais explicou que se tratava de um caso de saúde pública e orientou que ela realizasse uma nova solicitação ao Samu.
“Ele me disse para ligar novamente e garantiu que não estava me abandonando, que daria o suporte necessário”, contou.
Na segunda tentativa de contato, a cuidadora afirma que a mesma médica voltou a negar o atendimento.
“Ela disse que eu poderia ligar dez vezes, porque o plantão era dela, e que não mandaria ambulância”, declarou.
A moradora também relatou que pediu o nome da médica responsável pelo atendimento, mas a profissional teria se recusado a se identificar.




