A equipe do NORDESTEuSOU foi acompanhar de perto a rotina de mães do Complexo do Nordeste de Amaralina que lutam diariamente para garantir que suas crianças possam frequentar a sala de aula com dignidade.
Leonidia de Oliveira, de 46 anos, cozinheira e mãe do pequeno Benjamin, de 8 anos, enfrenta há mais de três meses a batalha para conseguir um Agente de Suporte (ADI/ADEE) para o filho, que é autista. Sem o profissional na Escola Municipal Santo André, no Vale das Pedrinhas, o garoto segue impedido de estudar.
“Meu filho tem o direito de estudar como qualquer outro”, desabafa Leonidia, indignada com a demora na liberação do profissional pela rede pública.
A situação se repete na casa de Valdenia Teixeira. Doceira e avó de Gabriele e Vitória, ela relata que a rotina de trabalho e a renda familiar foram gravemente afetadas pela falta de suporte adequado para as netas na unidade de ensino.
“Levo para a escola e logo em seguida ligam pedindo para ir buscar. Não está sendo fácil. Preciso trabalhar, mas não tenho esse suporte. A gente precisa de uma profissional acompanhando as meninas. Preciso trabalhar para manter as meninas”, desabafa Valdenia.
A equipe entrou em contato com Secretário Muncipal de Edução, mas até o momento sem respostas.




