Novembro Azul: veja como identificar e tratar o câncer de próstata

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POR: PORTAL MASSA

O câncer de próstata matou cerca de 18,5 mil homens no Brasil em 2025. O número equivale a 50 mortes por dia, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). De 2017 a setembro de 2026, foram registradas mais de 160 mil mortes pela doença no país.

O cenário aponta uma tendência de crescimento. O número de óbitos em 2025 foi 20% maior do que há dez anos, quando foram contabilizadas 15,4 mil mortes. Para este ano, a estimativa é de mais de 77 mil novos casos, fazendo do câncer de próstata o tipo de tumor mais frequente entre os homens.

Quais os maiores fatores de risco?

A avaliação médica e a investigação de possíveis alterações são importantes, principalmente entre homens que apresentam fatores de risco.

O envelhecimento é o principal deles, mas outros aspectos também podem aumentar as chances de desenvolver câncer de próstata.

Entre os principais fatores estão:

– Idade: o risco aumenta com o envelhecimento, principalmente a partir dos 50 anos.

– Raça: homens negros apresentam maior risco de desenvolver a doença.

– Histórico familiar: ter pai ou irmão diagnosticado com câncer de próstata, especialmente antes dos 60 anos, aumenta a predisposição.

– Alterações genéticas: mutações hereditárias, como as identificadas no gene BRCA2, também estão associadas a um risco maior.

– Obesidade: o excesso de gordura corporal está relacionado principalmente a formas mais avançadas da doença.

De acordo com o urologista Vinícius Machado (CRM 32260/RQE 28770), a idade é um dos fatores que mais influenciam as chances de desenvolver o tumor.

A orientação da Sociedade Brasileira de Urologia é procurar um especialista para conversar sobre a detecção precoce a partir dos 50 anos.

“O principal fator de risco é o envelhecimento: a doença se torna mais frequente com o avanço da idade. Também merecem atenção os homens negros e aqueles com histórico familiar de câncer de próstata, especialmente quando o pai ou um irmão tiveram a doença antes dos 60 anos ou quando existem vários familiares acometidos”, explica o médico.

Quais exames identificam o câncer de próstata?

A investigação pode envolver diferentes exames, que ajudam a identificar alterações na próstata e avaliar a necessidade de procedimentos complementares. Entre os mais conhecidos estão o PSA e o toque retal.

Os dois fornecem informações diferentes e podem ser utilizados em conjunto, conforme a avaliação médica:

PSA

O PSA (Antígeno Prostático Específico) é um exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata. Quando os níveis estão elevados, pode existir uma suspeita de câncer, mas o resultado também pode sofrer alterações em situações benignas, como o aumento da glândula e inflamações. Por isso, um valor elevado não significa necessariamente que o paciente tenha um tumor.

“O PSA é um exame de sangue que mede uma proteína produzida pela próstata. Seu aumento pode levantar a suspeita de câncer, mas também acontece em condições benignas, como o crescimento da próstata e inflamações”, afirma o médico.

Toque retal

Já o toque retal é um exame físico realizado pelo urologista para avaliar o tamanho, a consistência e a superfície da próstata. Durante o procedimento, o médico introduz um dedo protegido por luva e lubrificante no reto para verificar possíveis alterações, como nódulos e áreas endurecidas.

Apesar de ser um exame rápido, ele permite identificar características que não são avaliadas pelo PSA.

“Já o toque retal é um exame físico que permite ao médico avaliar características da glândula e identificar alterações, como nódulos ou áreas endurecidas. Portanto, eles fornecem informações diferentes e podem se complementar”, explica o urologista.

Ressonância magnética

Quando os resultados do PSA ou do toque retal levantam suspeitas, o médico pode solicitar uma ressonância magnética multiparamétrica da próstata. O exame utiliza imagens detalhadas para identificar áreas suspeitas na glândula, avaliar possíveis lesões e auxiliar na decisão sobre a necessidade de uma biópsia.

Biópsia da próstata

A biópsia é o procedimento que confirma o diagnóstico do câncer de próstata. Nela, pequenas amostras de tecido da glândula são retiradas e encaminhadas para análise laboratorial, que permite identificar a presença de células cancerígenas e avaliar as características do tumor.

O médico destaca que nenhum dos exames iniciais, isoladamente, confirma a doença:

“Quando existe suspeita, o urologista avalia a necessidade de repetir o PSA, solicitar uma ressonância magnética e indicar uma biópsia. A confirmação é feita pela análise do tecido retirado na biópsia”, conlcui dr Vínicus.

Quais são os tratamentos para o câncer de próstata?

A escolha do tratamento depende de fatores como o estágio da doença, a agressividade do tumor, as condições de saúde e a idade do paciente. Em alguns casos, principalmente quando o câncer apresenta baixo risco de progressão, não é necessário iniciar um tratamento imediatamente.

Uma das possibilidades é a vigilância ativa, estratégia que consiste no acompanhamento periódico do paciente por meio de consultas, exames de PSA, exames de imagem e biópsias, quando indicadas.

O objetivo é monitorar o comportamento do tumor e iniciar uma intervenção caso sejam identificadas mudanças que indiquem maior risco.

Para tumores localizados, as principais alternativas com intenção de cura são a cirurgia, que consiste na retirada da próstata, e a radioterapia, que utiliza radiação para destruir as células cancerígenas. Em determinadas situações, a radioterapia pode ser associada à hormonioterapia.

Já nos casos em que a doença se espalhou para outros órgãos, o tratamento pode incluir bloqueio hormonal, quimioterapia e outras terapias medicamentosas. A escolha depende da extensão do câncer e da resposta do organismo às intervenções.

Oliver Almeida
Oliver Almeidahttp://nordesteusou.com.br
Formado em rádio/tv. Produtor por amor, jornalismo com vigor. Artista da dança, pois é o que me mantém vivo. Colaborador do Nordesteeusou e coordenador do Luisanselmoeusou.

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