Natural da Baixa do Tubo, em Salvador, Anthony Stifler constrói sua trajetória no rap independente a partir das vivências nas comunidades onde cresceu, como Matatu, Pequeno Saldanha e as ruas do Coqueiro. Em 2020, ao lado de sua equipe, lançou o primeiro single, “A Bênção”, acompanhado de um videoclipe com estética underground e referências como Sabotage e Djonga.
Atualmente morando na zona sul de São Paulo, o artista decidiu buscar novas possibilidades para desenvolver sua carreira musical. A mudança, segundo ele, foi uma escolha que exigiu coragem, considerando os desafios pessoais e o compromisso com as pessoas que acreditam em seu trabalho. Na capital paulista, Anthony conheceu espaços como Brooklyn e Capão Redondo, ampliando suas vivências e conexões artísticas.
Nesse percurso, o contato com as Fábricas de Cultura, programa gerenciado pela Poiesis, representa uma oportunidade de desenvolvimento. As unidades oferecem atividades formativas em diferentes linguagens artísticas e acesso a recursos de produção. Para Anthony, ocupar esses espaços faz parte da busca por ferramentas que fortaleçam seu trabalho independente.
A relação com suas origens continua presente em sua produção.
“Eu sinto que tenho que representá-los, não só os que permanecem em vida, como os que já se foram. O rap é um portal, é o meu caminho. Mostrar que é possível seguir com o que se acredita”, afirma o artista, que vê a música como um caminho para expressar suas experiências e a realidade das comunidades.
Lançado em setembro, no YouTube, “Calamidadex” integra a sequência de trabalhos que Anthony apresenta como parte da construção de sua identidade no rap baiano, ao lado de “A Bênção” e “Bala na Agulha”. A faixa aposta no Drill, com estética sombria, referências ao filme Matrix e uma abordagem de crítica social. O projeto reúne videoclipes produzidos com sua equipe e busca apresentar diferentes facetas de sua identidade artística.
Para o futuro, Anthony pretende continuar experimentando sonoridades e ampliando sua atuação na música. Aos jovens que também sonham em seguir pela arte, deixa uma mensagem: “Não se contentem com o pouco e tenham mais vontade de ocupar espaços”.




