Moradores do CLC – Conjunto Laura Catarina, localizado na Rua Armando Tavares, no bairro de Vila Laura, em Salvador, denunciam uma série de reboques de veículos realizados pela Transalvador na região. Segundo relatos da comunidade, carros estacionados durante a noite vêm sendo removidos nas primeiras horas da manhã, sem aviso prévio e, de acordo com os moradores, sem sinalização indicando proibição de estacionamento na via.
A situação tem causado revolta entre os residentes do conjunto habitacional, onde estacionar veículos sempre foi uma dificuldade devido à quantidade limitada de vagas. Alguns prédios da região cercaram áreas privadas e implantaram correntes para controle interno, porém muitos moradores não possuem garagem e utilizam a rua para estacionar há anos, de forma considerada pacífica pela comunidade.
Na manhã desta segunda-feira (25), por volta das 9h, um episódio chamou a atenção dos moradores. De acordo com testemunhas, um homem saiu de casa às pressas, praticamente sem roupas, ao perceber que seu veículo estava sendo rebocado. Apesar da tentativa, ele não conseguiu impedir a remoção do automóvel.

Os moradores afirmam que não receberam orientações claras sobre possíveis mudanças nas regras de estacionamento da rua e cobram mais transparência por parte do órgão municipal. “Se existe proibição, por que não há placas de sinalização? Qual a alternativa para os moradores estacionarem seus veículos?”, questiona uma moradora que preferiu não se identificar.
Além da falta de vagas, a comunidade relata preocupação com o que considera uma atuação excessivamente rígida da fiscalização em uma área historicamente tranquila. Alguns moradores também afirmam acreditar que moradores com influência na Transalvador estariam motivando as operações de remoção no local.
Tradicional em Vila Laura, o Conjunto Laura Catarina é conhecido pela convivência entre famílias antigas da região e pelo ambiente residencial pacato. Diante da situação, moradores pedem diálogo, sinalização adequada e alternativas viáveis de estacionamento para evitar novos transtornos.
A comunidade aguarda um posicionamento da Transalvador sobre as reclamações apresentadas pelos moradores.




