[Coluna NES] Ô de lá, com licença!

Hoje estreio aqui no site NES minha coluna sobre cultura, a cultura pulsante de nosso bairro, nosso território, nosso lugar, mapeando, catalogando e dividindo com você, leitor, cada ponto, canto, ato, passo, coreografia, rima, pintura, melodia, cheiro, travessura, expressões da mais perfeita manifestação e prova da existência de Deus que é a Arte na sua forma mais pura, nua e crua desse enorme e fervilhante palco que é o Nordeste de Amaralina.

Para isso, primeiramente, pedindo mais uma vez licença para chegar no sapatinho, quero me apresentar, sou o Betho Wilson, aquele que já foi o Betho Black, das rodas de samba, do Samba Black, lá dos idos de 2003… Ê tempo bom, e atualmente cantor, compositor, músico/educador e empresário do ramo da publicidade e comunicação. Hoje, com o nome um pouco diferente, e a mesma paixão pelas manifestações artísticas de nosso lugar, sigo um amante e incentivador da cultura de nosso território que agora me recebe atuando de uma forma nova, escrevendo. Grande desafio!

Pensando em como começar, no que falar, e o mais importante, o que trazer de relevante para vocês, não me faltaram tópicos, assuntos dos mais diversos e interessantes, afinal, nosso Nordeste é reconhecido mundialmente como grande celeiro em diversas frentes no âmbito das manifestações artísticas, mas, honestamente, decidi dar inicio seguindo a intuição que grita ao meu coração a responsabilidade de fazer de meu dom instrumento de transformação do entorno, do mundo à minha volta, optei por tratar do poder agregador e de cura da arte em momentos de grande apelo emocional como o que hoje vivemos, até porque estamos enfrentando uma maré cheia de ondulações, nuances que se a gente não botar para fora as más sensações o risco de perder o riso passa a ser real, constante e presente.

Muitos são os exemplos de como ela (a arte) fez surgir força e resistência em momentos extremos vividos por diversos povos na história, independente da cultura do lugar, da região geográfica, e isso não será diferente com a gente, não! Uma perda, seja ela qual for, um abandono, um vírus letal, um término, uma fatalidade que nos acomete, fica mais fácil de suportar e sobressair se tivermos um olhar feliz, e ver felicidade nas coisas em meio à luta é característica de quem carrega o gene do palco livre no coração. Quem consegue fazer de sua vida um tablado, um teatro e nele ser protagonista de um roteiro real, certamente, ao findar de cada dia, receberá os aplausos daqueles que foram tocados por seus atos, por mais simples que sejam. Cenas da vida vivida.

Quem quiser cantar que cante e encante, quem quiser dançar que dance, quem deseja colorir que pinte e contagie. Agora é hora de deixar eclodir o artista que existe dentro de cada um, o bardo na voz da feirante poeta, a rima do motoboy que é rapper, o batuque do menino jogador, o passo perfeito na dança da moça que traz em seu corpo ginga e força, ou ainda as cores, aromas e sabores nascidas das mãos hábeis da chef em sua cozinha, o ateliê do paladar, afinal de contas, cozinhar também é arte, culinária também é cultura, tal qual os belos grafites de rua nos muros de nosso bairro.

Temos muito para trocar, espero que a gente trilhe um caminho lindo e duradouro, vocês daí e eu de cá, ao menos por enquanto será assim a nossa relação, por via digital já que não podemos aglomerar como pede uma boa celebração popular, mas teremos muito para resenhar sobre a delícia que é ser parte da cultura de nosso querido Nordeste de Amaralina e seus artistas fantásticos. Sim! Você também é fazedor de cultura pois a cultura de um lugar é o seu próprio povo.

Ô de lá, com licença. Obrigado por me deixar chegar.

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Redação NES
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