Prevenção, conscientização e orientação: Trio da Prevenção conscientiza foliões no Circuito Mestre Bimba

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O Trio da Prevenção desfilou no Circuito Mestre Bimba com sua força artística, cultural e de resistência, em mais um ano de Carnaval. Idealizado pelo Coletivo Laleska D’Capri, o Bloco da Prevenção celebrou uma década de atuação no circuito Mestre Bimba, reforçando a importância da informação, do cuidado e da prevenção às infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em meio à folia.

Mais do que um trio festivo, a agremiação levou ações educativas, orientações ao público e distribuição de preservativos masculinos e femininos, além de lubrificantes. A iniciativa carrega a mensagem de que “O Carnaval passa, mas a vida continua”, incentivando a responsabilidade e o autocuidado de toda comunidade, especialmente à comunidade LGBTQIA+.

A coordenadora do Coletivo Laleska D’Capri, Paulett Furacão, ressaltou que, para além da diversão, é fundamental se prevenir, destacando que a existência do trio representa um retorno ao apoio que a comunidade sempre demonstrou ao coletivo. “O nosso bairro apresenta um dos maiores índices de doenças sexualmente transmissíveis, uma realidade que precisamos falar e é por isso que o trio existe” destacou.

Durante o desfile, o trio também trouxe uma forte representação simbólica inspirada nos orixás Ogum, Oxum e Iansã, reforçando a identidade cultural, a espiritualidade e a resistência do povo negro.

Além da prevenção em saúde, o Trio da Prevenção levou às ruas palavras de combate à violência contra as mulheres, à LGBTfobia e ao racismo, pela necessidade de respeito aos corpos negros, à diversidade e aos direitos humanos, promovendo um Carnaval mais seguro e inclusivo.

O bloco tem apoio do Governo da Bahia, através do Projeto Carnaval do Nordeste de Amaralina, patrocinado pela Embasa, Sufotur e Setur-BA.

Kezia Carvalho
Kezia Carvalho
Jequieense e estudante de Jornalismo, é fascinada pela comunicação e moradora do Nordeste de Amaralina. Para ela, conhecer o NORDESTeuSOU foi um divisor de águas, fortalecendo seu olhar sobre questões sociais e o valor da cultura periférica. Iniciar sua trajetória jornalística no bairro é, para Kezia, uma grande realização e uma oportunidade de ser voz ativa na comunidade, cercada de pessoas que vivem o jornalismo de forma verdadeira e inspiradora.

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