O segundo dia de folia no Circuito Mestre Bimba provou que, embora os novos ritmos dominem as paradas, o Samba continua sendo o alicerce cultural da comunidade, principalmente, num ano marcado pela celebração da história do gênero.
Marinaldo, morador do Nordeste de 62 anos, define sua relação com o ritmo de forma profunda. Para o aposentado, as letras de samba são lições de vida. “O samba para mim é uma psicologia. Eu amo escutar as letras, são acontecimentos de alguém. É sensacional”, conta Marinaldo.
Para ele, o samba transcende o entretenimento. “Para mim, o samba é uma psicologia. Ele traz uma situação de renovo, uma experiência de algo que alguém já passou e que nos atualiza no momento”, reflete o aposentado.
Fã confesso de Nelson Rufino, ele se emociona ao citar o clássico “Todo Menino é um Rei”. Para Marinaldo, a música traduz o sonho de infância e a realidade da maturidade. Perguntado se hoje, com uma filha e um neto, ele finalmente se tornou o “rei” que a canção descreve, a resposta foi imediata. “Eu sonhava em ter felicidade com meus amigos, não queria muita coisa. Hoje, tenho uma filha e um neto maravilhoso. Isso para mim é a felicidade, é a minha riqueza”, finalizou.




