[Coluna NES] A fé não costuma falhar!

Essa semana eu me deparei com uma postagem numa rede social que ilustrava um peixe dentro de um aquário e outro nadando livre no vasto oceano com cada imagem trazendo uma legenda, na primeira logo abaixo do aquário estava escrito Religião, enquanto na outra imagem que retratava o peixe em mar aberto estava escrito espiritualidade. Não preciso dizer a vocês que essa imagem me fez refletir bastante sobre fé e suas diversas manifestações.

A crença, seja lá em qual for a deidade que você a expresse é justa quando manifestada de forma pura e verdadeira, crer em algo ou alguém superior que estando acima de você possa suprir suas necessidades de romper com a limitação inerente à nossa condição faz do indivíduo mais humano porque o coloca na posição de dependente daquela força para fazer, ter ou até existir. Nascemos dependentes, presas fáceis. Esses somos nós.

Desde pequeno aqui no bairro reparo como as pessoas cumprem determinados ritos no dia a dia, seja um não passar debaixo de uma escada, ou desemborcar uma sandália virada para baixo, fazer o sinal da cruz ao sair de casa ou às 18h durante o ângelus e inúmeros trejeitos passados de pais para filhos mantendo uma tradição ainda comum em nosso meio.

Mas, voltando lá a história dos peixes que comentei no início do texto, é característica humana a convivência, estar junto de seus iguais, nascer no seio familiar e percorrer caminhos comunitários em ambientes sociáveis durante toda a vida. Sendo assim, no âmbito da fé, do acreditar em algo ou alguém maior e especial não seria diferente. Estar reunido para celebrar o que acredita ser sua verdade é naturalmente a forma humana de culto, somos membros da mesma espécie humana, Homo sapiens, e a milênios estamos sobrevivendo juntos a toda categoria de perigo, por isso estamos aqui, mesmo que a trancos e barrancos.

Será que caminhar junto é de todo o melhor jeito de sermos quem nascemos parar ser e manifestar nossa fé no que acreditamos? Religiosidade e espiritualidade são a mesma coisa? Podem caminhar juntas? Ou devem ser vividas separadamente? Eu acredito ser tudo isso, até porque na vivência da individualidade existe a prerrogativa do ser e viver como achar melhor, logo, não há critério ou resposta certa para essas perguntas.

Ao falar meu ponto de vista e expor a forma que vivo hoje deixo claro para você que me lê que eu sou adepto à espiritualidade para além da religiosidade. De tantos anos vividos em vida religiosa onde aprendi bastante posso dizer que me sinto mais pleno e integrado com a natureza que para mim, é a mais perfeita manifestação de Deus hoje do que antes.

Respirar o ar e ver através do olhar observador de compositor que tudo aproveita para criar sua obra as pessoas no dia a dia vivenciando suas demandas e searas, a sua fé manifestada às vezes com um gesto ou uma palavra, me fez enxergar que Deus está em todo o lugar que ele se propõe e não onde um líder ou guru determina. Deus é fluído como o vento e a água, quente e abrasador como o Sol, ele é o próprio planeta nos dando guarida, alimento, propósito, ele é a natureza palpável que muitas vezes desprezamos, mas que não podemos negar, pois, está diante de nós.

Sua fé é o seu combustível para superar o insuperável, atingir o inatingível, conquistar o impossível! Ela te pertence e não deve ser questionada por quem não entende, se jogue e abrace o mar da espiritualidade se integrando com o todo e verá que a fé não costuma falhar.

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