O jovem Moise Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, nascido no Congo, país do continente africano, foi brutalmente espancado até a morte no Rio de Janeiro na segunda-feira da semana passada, dia 24 de janeiro. O motivo do crime seria o fato do imigrante ter cobrado ao patrão o pagamento de uma dívida.
Moise era funcionário do quiosque Tropicália, na praia da Barra da Tijuca. No local, ele trabalhava como ajudante de cozinha e recebia por diária. No final do expediente do dia 24, o trabalhador foi cobrar o patrão o valor de duas diárias que estavam em atraso.
Segundo reportagem do jornal Extra, a família explicou que o patrão de Moise se recusou a quitar a dívida e os dois começaram a discutir. As investigações apontam que o patrão, então, chamou quatro comparsas e o grupo começou a sessão de agressão contra o congolês.
De acordo com a família, a vítima foi espancada por cerca de 15 minutos. Os criminosos usaram pedaços de madeira e até um taco de beisebol para bater em Moise.
“Amarraram as mãos e as pernas dele com corda. A polícia veio depois de 20 ou 40 minutos”, disse o irmão de Moise, Djodjo Baraka Kabagambe, em entrevista à TV Globo.
Sem prisões
Até a manhã desta segunda-feira (31), ninguém foi preso. Em nota enviada ao jornal Extra, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que faz diligências para tentar localizar os envolvidos no crime. A polícia também disse que uma perícia foi realizada no local e que imagens de câmeras de segurança foram apreendidas para serem usadas no processo.
“Moise era um menino que irradiava alegria ao seu redor. Era brincalhão e arrancava risos falando francês de forma errada propositalmente de forma errada. A sua frase favorita era “Je suis desolé” (sinto muito). Era amado por todos, sempre disposto a ajudar quem precisava. Era quem fazia churrasco nas festas. Moise viveu a vida plena e intensamente. Era aquele amigo com quem você podia contar em qualquer situação e a qualquer momento”, diz nota da Comunidade de Congoleses do Rio de Janeiro.




