Festival Negritudes Globo 2025 em Salvador: um chamado à memória, à presença e ao futuro

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Na cidade mais negra fora da África, o Festival Negritudes Globo 2025 reafirmou Salvador como um verdadeiro epicentro de celebrações, debates e trocas culturais sobre a negritude brasileira. Realizado na Casa Baluarte, no Santo Antônio Além do Carmo, o evento ocupou todo o dia 24 de julho com uma programação gratuita, potente e diversa.

Das 9h às 20h, artistas, jornalistas, intelectuais, esportistas e o público em geral se reuniram com um objetivo comum: afirmar a força da cultura afro-brasileira como pilar essencial da identidade nacional.

Abertura com reverência à ancestralidade

O início da programação foi marcado por um momento de reverência à ancestralidade. O tradicional bloco Ilê Aiyê, ao lado da cantora baiana Mariene de Castro, prestou uma homenagem emocionante à cantora Preta Gil, que faleceu no último domingo (20). Vídeos, canções e a interpretação carregada de emoção da jornalista Luana Assis para a música “Sinais de Fogo” celebraram a trajetória e o legado da artista.

Logo em seguida, a jornalista Wanda Chase, figura histórica da televisão baiana que faleceu em abril deste ano, também foi lembrada com um vídeo narrando sua vida e legado, acompanhado de depoimentos de colegas de profissão.

Cultura, literatura e representatividade

Além das apresentações musicais, como a da Quadrilha Junina Forró do ABC e dos desfiles, o festival trouxe novidades na literatura com o lançamento do livro “Esquema”, do escritor Jessé Andarilho.

A programação contou ainda com painéis e mesas de diálogo que discutiram cultura, identidade e representatividade. Cada encontro reuniu personalidades que, junto ao público, compartilharam experiências e pontos de vista, fortalecendo o debate sobre o protagonismo negro em diferentes espaços.


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