Leo Prates defende vacinação em crianças e adolescentes: ‘Estudos corroboram’

Novas pesquisas atestam segurança e eficácia da Coronavac em pessoas de 3 a 17 anos

O Plano Nacional de Vacinação (PNI) engloba apenas os maiores de 18 anos. Com a diminuição da faixa etária – atualmente Salvador vacina os maiores de 40, mas já há cidades, como Manaus, na casa dos 20 – começa a ser discutida a vacinação em crianças e adolescentes.

O governo de São Paulo, inclusive, divulgou hoje um calendário que promete começar a vacinação neste grupo no dia 23 de agosto. Em Salvador, o secretário de Saúde Leo Prates também é um defensor da ideia.

Nos últimos dias foram divulgados estudos que atestam a vacinação nesta faixa etária. Um deles, publicado pela revista científica The Lancet, uma das mais importantes do mundo, revelou que a vacina Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, é segura e capaz de gerar resposta imune em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. 

“Com isso volto a questionar: E as nossas crianças, por que não as vacinar? Apesar da maioria deste grupo populacional apresentar infecções leves ou quadro assintomático da doença em comparação aos adultos, ainda assim estão expostos e suscetível a desenvolver quadro grave da doença”, pondera o secretário.

“A situação torna-se ainda mais crítica quando consideramos a existência de um expressivo número de jovens que apresentam condições de risco como deficiência permanente, necessidade especial e comorbidades. Desde o começo da pandemia no Brasil,  mais de mil crianças e adolescentes já morreram de covid-19 de acordo a Sociedade Brasileira de Pediatria e Ministério da Saúde, um número alarmante. Além disso, o país contabilizou de 1º de abril do ano passado a fevereiro de 2021, 736 casos e 46 óbitos de crianças e adolescentes pela Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) associada à Covid-19, também segundo dados recentes do Ministério da Saúde”, completa Leo, citando aquela que ficou conhecida como “síndrome rara relacionada a covid-19”.

O secretário também cita o exemplo de outros países, como Israel, que precisaram regredir nos protocolos de segurança, adotando uso de máscaras e distânciamento social, justamente pelo aumento significativo de novos casos da doença, em sua maioria, em pessoas ainda não vacinadas. 

“Essa mesma dinâmica pode ser observada em Salvador. Quando analisamos a taxa de internação por faixa etária no município percebe-se queda da mesma nos grupos já vacinados como na população idosa, que teve redução de 63% em janeiro para 26% no último mês de junho”, analisa.

“Com o avanço da estratégia de imunização em todo país nosso desejo é findar o processo vacinal com a inclusão de nossas crianças e adolescentes, única população exposta e susceptível à doença por ainda não ter direito ao acesso à vacina. Diante deste cenário, como secretário municipal da Saúde de Salvador, tento senilizar o Ministério da Saúde para a importância deste tema”, encerra o secretário.

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