Fonte: O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a se contrapor ao adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), e defendeu a redução da jornada de trabalho com a aprovação no Congresso do fim da escala 6×1. Nesta sexta-feira Lula indicou ainda a presença em debates no segundo turno, após faltar aos encontros da primeira fase da eleição.
— Queria que vocês tivessem certeza que vamos ganhar as eleições. Pode ficar certo. Esse país não voltará a ser governado pelo fascismo, não será governado pelos assassinos da Covid, pelos sócios do banco Master e do Vorcaro. Estaremos juntos, terá muito debate na TV, na internet. Agora estou virando o rei da selfie. Estou virando um internauta.
Esse foi o primeiro ato de campanha na rua de Lula após passar os primeiros dias do segundo turno reformulando o núcleo principal da campanha e concentrado em reuniões com aliados.
Estratégia no segundo turno
Na tentativa de reverter a vantagem de Flávio no segundo turno, a campanha de Lula passou a recorrer ao medo como estratégia eleitoral. O PT tem ampliado os alertas sobre uma eventual vitória do adversário, associando a chegada do presidenciável do PL ao Palácio do Planalto a riscos de retrocessos, perda de direitos e mudanças em políticas públicas, numa tentativa de convencer eleitores que optaram por Flávio a mudar de voto.
Flávio afirmou que vai usar a nova composição do Congresso para promover mudanças na Constituição e “redemocratizar o país”. A ideia é mostrar as consequências de uma alteração na Carta. Na quarta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que terá participação mais ativa no segundo turno, foi o primeiro integrante da campanha a abordar o tema:
— Mal terminou o primeiro turno das eleições e eles já estão falando em mudar a Constituição para redemocratizar o Brasil. A ditadura falava a mesma coisa, quando falava em trocar a Constituição e impôs uma nova, totalmente autoritária — afirmou Alckmin.




