Toda criança tem o direito fundamental de brincar e estudar, garantias asseguradas pela Constituição Federal e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Infelizmente, essa não é a realidade do pequeno Benjamin de Oliveira Silva, de 8 anos, morador do Nordeste de Amaralina.
Conhecido carinhosamente na comunidade como “Beja”, o garoto se destaca pelo seu jeito carismático, alegre e comunicativo. “Desde muito pequeno ele chama a atenção por fazer amizade com todo mundo”, revela a irmã.
Cheio de sonhos e apaixonado por praia, o garoto vive um drama desde o mês de maio de 2026. Matriculado na Escola Municipal Santo André, localizada no Vale das Pedrinhas, Benjamin está impedido de frequentar as aulas. Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 2 de suporte, ele necessita de acompanhamento profissional (ADI/ADEE) em sala de aula, mas os meses se passaram e o suporte da rede pública não chegou.

“Já fui à escola diversas vezes, mas recebo sempre a mesma resposta: a unidade solicita a profissional, mas até o momento não chegou. Meu filho tem o direito de estudar como qualquer outra criança”, desabafa Leonidia Oliveira, de 46 anos, mãe de Benjamin.
Enquanto aguarda uma providência da Secretaria Municipal de Educação, Benjamin vê os colegas irem para a escola e participarem das atividades do 3º ano do Ensino Fundamental. Sem entender ao certo a situação, o pequeno segue em casa, vendo a realização do seu direito e do seu sonho ser adiada.
O portal NORDESTEuSOU entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação (SMED) para solicitar um posicionamento e a previsão de envio do profissional para o atendimento de Benjamin na Escola Municipal Santo André, mas até o fechamento da matéria não houve resposta. Seguimos acompanhando o caso e aguardando uma resposta.




