Entrou em vigor a nova tarifa do transporte público de Salvador: R$ 5,60. No entanto, segundo os usuários dos coletivos do Nordeste de Amaralina, a mudança ficou restrita ao aumento do valor, pois, ano após ano, os mesmos problemas persistem: frota reduzida, falta de profissionais qualificados, veículos não climatizados, longas esperas, superlotação, entre outros.
No último sábado (04), a equipe do NORDESTEuSOU recebeu uma denúncia sobre a conduta do motorista de um ônibus da linha Nordeste.
De acordo com o relato da denunciante, um simples retorno de um passeio na última sexta-feira (03) se transformou em uma verdadeira dor de cabeça.
“Estava no ponto aguardando o ônibus do Nordeste, por volta das 12h50, quando avistei um coletivo se aproximando. Reconheci pela numeração, mas fiquei em dúvida, pois estava sem identificação se era ‘Nordeste’. Entrei, me aproximei e, educadamente, perguntei ao motorista qual era a rota. Fui duramente respondida. O tom de agressividade e xingamentos aumentava à medida que eu questionava, não aceitando ser tratada daquela forma. Ele parecia arredio, demonstrando não estar disposto a trabalhar. Mesmo errando, continuava ríspido”, descreve.
Ainda conforme a usuária: “Entrei, reclamei que não era assim que se tratava as pessoas e que eu estava apenas esclarecendo uma dúvida, pois estávamos todos sem saber qual era a linha. O motorista não gostou, parou o coletivo e disse que eu poderia assumir o lugar dele. Todos começaram a reclamar diante do absurdo; ninguém desceu e ele voltou a assumir o volante. Continuamos o trajeto. Até onde vamos parar? Aumenta-se tudo, mas as mudanças reais não acontecem”, desabafa.




