Sob o comando de O Pretinho, o bloco As Direitinhas levou para o circuito uma mistura contagiante de ritmos, celebrando 110 anos do samba. Como já é tradição, o bloco levou ao circuito da folia mensagens de incetivo ao empoderamento feminino, contra o femincídio a inclusão e defesa de direitos.
Para O Pretinho, estar à frente desse movimento é mais do que um compromisso profissional, é uma missão de vida herdada da infância. O cantor, que aprendeu a tocar pandeiro com o pai, destacou que o samba sobrevive a todas as tentativas de ser silenciado. “Pra mim e pra gente, o samba é a primeira coisa que cantei. O samba nunca morreu. Já tentaram colocar o samba para trás, mas este ano viemos com essa homenagem. O samba está atravessando todos aqueles que não gostavam; hoje estão cantando e curtindo. É uma vitória enorme”, celebrou o artista.
“Imagina, meu irmão, 110 anos! É resistência! É uma história antiga que tem que ser respeitada. O dia do samba é todos os dias. Graças a Deus, até hoje estou no samba, ele faz parte da minha vida. Não deixem o samba morrer”, convocou O Pretinho.
A foliã Joice Paixão, moradora do Areal, desfilou pelo terceiro ano consecutivo no bloco e ressaltou a importância do espaço para as mulheres. “O que me faz voltar é ser Direitinha, né? Se juntar com a galera, reforçar que as mulheres têm que se juntar mesmo. A gente bebe, dança, acompanha o percurso… o Carnaval do Nordeste não tem comparação”, afirmou Joice.
“Desde terça-feira eu estou arrastando, já estou cansada, quebrada. Não sei se aguento até quarta não, acho que venho só até amanhã mesmo”, brincou a foliã, entre risos, antes de seguir o bloco.
O bloco tem apoio do Governo da Bahia, através do Projeto Carnaval do Nordeste de Amaralina, patrocinado pela Embasa, Sufotur e Setur-BA.





