#VaiTerGorda Exposição fotográfica mostra beleza das mulheres plus size/gordas.

Fotos: Divulgação

Evento vem para quebrar preconceito e desmistificar a crenças sobre as mulheres gordas

Mostrar através da arte a beleza das mulheres plus size/gordas. Essa é ideia da exposição fotográfica “Gorbeleza”. O evento, que ainda não tem data definida, é organizado pelo movimento “Vai Ter Gorda”. Surgido em 2016, o Vai Ter Gorda vem desconstruindo os padrões de beleza tradicional, além de reafirmar a auto estima das “gordinhas”.

“O ensaio corporal artístico representa para mim e para as mulheres envolvidas no projeto, uma libertação de paradigmas ao corpo da mulher gorda. Uma ruptura com o padrão de beleza que sempre foi idealizado pela estética. Pra mim, enquanto modelo, ativista e fundadora do Movimento Vai Ter Gorda, é sempre uma honra participar de projetos que valorizem o corpo da mulher gorda, pois precisamos quebrar os padrões de beleza e os preconceitos que passamos diariamente. E a arte é um ambiente de transformação das formas e das cores e traz a reflexão para toda a sociedade sobre a diversidade e a pluralidade”, disse a ativista, conselheira estadual dos direitos da mulher e líder do movimento, Adriana Santos.

“O movimento Vai Ter Gorda surgiu em 2016 com a ideia de quebrar padrões, de que não existe a mulher perfeita, o corpo perfeito. Isso é só um paradigma da sociedade. Foi aí que, nós marcamos um encontro no Porto da Barra, e lá, fizemos uma foto com cerca de quinze a vinte mulheres com cartazes, frases e posicionamentos dizendo não ao preconceito, a gordofobia. A mulher, independente de ser magra ou gorda, deve ser valorizada sim!  Deixo claro também, que não fazemos apologia a obesidade, e sim, ao bem estar, bem consigo mesmo, a pessoa gorda saudável. Existem pessoas magras que são doentes. Digo que fazemos apologia ao amor próprio. É possível sim, uma pessoa gorda ser saudável, cuidando da sua autoestima, sua saúde e bem estar. Tudo isso é feito para que a gorda e o gordo, se sintam bem, não se achem feios, não se achem deselegantes. Eles são como qualquer pessoa. O intuito é fazer com que eles saiam do “armário”, elevem sua autoestima e digam: Tenho orgulho de ser quem sou e como sou.”, explicou  Paulo Arcanjo, um dos fundadores do Vai Ter Gorda.

Estão envolvidos também nesse evento, as modelos e também ativistas Gilselene Araújo e Juliana Lago. O ensaio fotográfico fica por conta da fotógrafa Gabriela Dinigre, e a pintura corporal, com o artista plástico Valdir Santos.

“Eu fiquei muito feliz e realizado. Trabalho com pintura artística, facial e corporal. Resolvi fazer um trabalho diferente com a corporal, decidi trabalhar com as meninas Plus Size. Muitas meninas vinham até mim dizendo estar insatisfeitas com seu corpo mesmo sendo o seu corpo padrão da sociedade, mesmo estando de acordo com a exigência humana. Elas diziam que estava barrigudas, estavam estranhas. Isso me incomodou. Resolvi então, fazer esse trabalho com as Plus Size e olha… Foi algo maravilhoso e tremendo. Tive o prazer de conhecer a Adriana, fundadora do Movimento Vai Ter Gorda, e que trabalho belíssimo nos fizemos. Não posso dizer que foi o maior trabalho que já fiz, mas com certeza, é de maior significado pra mim. Gostei tanto de trabalhar com essas meninas, que já estou pensando em trabalharmos juntos de novo.”, disse Valdir.

COMPARTILHAR
Felipe Oliveira
Fascinado pelas Letras, escritor, músico, compositor, cristão.