Neste sábado (14), o Bloco Afro e Arte Ominxekere levou ancestralidade, ritmo e diversidade ao Circuito Mestre Bimba. Ao som dos tambores, das danças afro e da expressividade de artistas baianos, o grupo encantou o público com um desfile marcado pela valorização da cultura negra.
Desfilando no circuito pelo quinto ano consecutivo, o bloco soma 11 anos de história, resistência e compromisso com a arte.
A cantora e coordenadora do grupo, Rita Braz, de 68 anos, relembra a trajetória construída ao longo dos anos e destaca a importância da continuidade do movimento. “Queremos mostrar para a comunidade que somos ricos em cultura. Esse desfile representa a diversidade das expressões artísticas e, principalmente, da cultura afro”, afirma.
Além da música e da dança, a sustentabilidade também foi destaque no desfile. Os abadás sustentáveis chamaram a atenção do público ao unir consciência ambiental e criatividade, reforçando o lema do grupo.
“Nossos figurinos são pensados em promover inclusão social, fortalecer a autoestima e gerar fonte de renda. São produzidos com fios de internet, latinhas, caixas de leite, sombrinhas, tudo transformado em arte sustentável”, explica a artista plástica Darci Amorim, de 66 anos, idealizadora do grupo Lixúria e a Ancestralidade.
O bloco tem apoio do Governo da Bahia, através do Projeto Carnaval do Nordeste de Amaralina, patrocinado pela Embasa, Sufotur e Setur-BA.




