ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue seus passaportes à Polícia Federal e fique proibido de deixar o Brasil. A decisão foi tomada após a derrota do parlamentar para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25).
Flávio foi intimado pela Polícia Federal nesta segunda-feira (26), após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A determinação estabelece prazo de 24 horas para a entrega dos documentos de viagem.
A medida faz parte de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz, ligado a empresas do setor de apostas.
Além da restrição de saída do país, Moraes também proibiu o senador de manter contato com o advogado investigado.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro criticou a decisão e afirmou que não tinha intenção de deixar o Brasil. Segundo ele, a determinação teria sido motivada por uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que sugeriu sua saída do país caso fosse derrotado nas eleições.
O senador classificou a medida como uma tentativa de intimidação e afirmou que pretende se defender judicialmente.
A decisão ocorre um dia após Lula ser reeleito presidente da República, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
As investigações seguem em andamento, e as suspeitas apuradas ainda não representam condenação dos envolvidos.




