Não sabe em quem votar? Ferramentas ajudam eleitor a pesquisar candidatos nas eleições de 2026

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Com a aproximação das eleições de 2026, o eleitor terá que escolher candidatos para seis cargos. Diante de tantas opções e informações circulando nas redes sociais, algumas ferramentas digitais podem ajudar na pesquisa sobre candidaturas, propostas e posicionamentos políticos. Entre elas estão questionários de afinidade, plataformas de comparação e páginas que reúnem candidatos a partir de determinados recortes.

Uma dessas opções é o Politicando, que apresenta um teste de compatibilidade entre o usuário e candidatos. A plataforma informa que utiliza dados públicos e inteligência artificial para gerar as análises e deixa claro que não possui vínculo oficial com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outra ferramenta é o Tem Meu Voto, que permite ao eleitor responder às mesmas perguntas apresentadas às candidaturas. A plataforma compara as respostas e mostra quais posições estão mais próximas das escolhas do usuário. Em 2026, o serviço reúne candidaturas para deputado estadual, deputado federal e senador.

Também existem os chamados quizzes eleitorais, que funcionam de maneira semelhante. O Quem Votar?, por exemplo, apresenta perguntas sobre economia, trabalho, segurança, direitos, meio ambiente e outros assuntos. Depois, compara as respostas com posições públicas dos candidatos e apresenta as fontes utilizadas para cada informação.

Além dos testes de afinidade, há plataformas que trabalham com outros critérios. O Ranking dos Políticos, por exemplo, reúne informações sobre parlamentares e utiliza uma metodologia própria para produzir sua avaliação. Nesse caso, é importante que o eleitor conheça os critérios utilizados pela plataforma antes de interpretar seus resultados.

Há ainda iniciativas voltadas para representatividade. O eleitor pode encontrar páginas e projetos que reúnem candidaturas negras, LGBTQIAPN+, indígenas, quilombolas e de outros grupos sociais. Essas ferramentas podem facilitar a identificação de candidaturas dentro de determinados recortes de representação.

No entanto, encontrar uma candidatura que tenha determinada identidade ou fazer um teste que indique proximidade de opiniões não deve ser o único critério utilizado antes do voto. A identidade de uma pessoa candidata não informa, sozinha, quais políticas ela pretende defender. Da mesma forma, um percentual de afinidade não mostra necessariamente a experiência, o histórico ou a capacidade de executar uma proposta.

Por isso, depois de encontrar uma candidatura que desperte interesse, o eleitor pode dar um segundo passo: pesquisar o que ela pretende fazer, quais são suas propostas, se elas estão de acordo com as atribuições do cargo, como pretende colocá-las em prática e quais são suas posições e ações anteriores.

Também é possível consultar informações oficiais da Justiça Eleitoral. O TSE disponibiliza dados sobre candidaturas e orientações para as eleições de 2026.

Robert Santos
Robert Santos
Um taurino falando de tudo um pouco. Vez ou outra o assunto é sério. Tô sempre procurando maneiras melhores de viver a vida e reclamando no caminho porque ninguém é de ferro.

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