A cena do pagodão baiano amanheceu mais silenciosa nesta segunda-feira (4). O cantor Izac Bruno Coni Silva, conhecido como Zau O Pássaro, morreu após um grave acidente de trânsito na BR-116, no trecho de Feira de Santana.
O acidente aconteceu por volta das 7h20, quando o artista retornava de um show realizado na noite anterior, na cidade de Barreiras, no oeste do estado.
Uma voz das periferias baianas
Natural de Conceição do Almeida, no Recôncavo, Zau tinha 27 anos e vinha construindo uma trajetória marcada pela autenticidade. Suas músicas carregavam vivências reais das quebradas, com letras que dialogavam com o cotidiano das periferias e a força da cultura popular.
Misturando pagode, MPB e o peso do paredão, ele conquistou espaço com um estilo próprio e identidade marcante dentro do cenário baiano.
De cover a identidade própria
Antes de se firmar como Zau O Pássaro, o artista teve uma fase como “Zau Kannário”, fazendo covers de Igor Kannário. Com o tempo, reformulou sua carreira, criou sua própria linguagem e passou a trilhar um caminho autoral dentro do pagodão.
Durante a trajetória, também se conectou com nomes importantes da cena, como Xanddy Harmonia, Alex Max, Noelson do Cavaco e Chiclete Ferreira.
Legado e saudade
Zau deixa duas filhas e uma trajetória em ascensão, com mais de 200 mil seguidores nas redes sociais e uma base fiel que acompanhava seu trabalho.
Torcedor do Esporte Clube Vitória, ele levava para além da música suas paixões e vivências.
A partida precoce interrompe um momento importante da carreira, mas não apaga o impacto de quem usou a arte para representar sua realidade e dar voz às periferias.




