Um episódio registrado no último fim de semana, envolvendo o jornalista e ex-apresentador das TVs Aratu (SBT) e Bahia (Globo), Darino Sena, chamou a atenção para um assunto que ainda precisa ser tratado com mais empatia: a saúde mental.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, o jornalista foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) após apresentar um aparente surto psicológico na região do Centro Histórico de Salvador. A ocorrência mobilizou policiais militares e profissionais de saúde, que realizaram o atendimento e o encaminharam para uma unidade de referência.
Mais do que discutir o fato em si, o episódio serve como um alerta para uma realidade enfrentada diariamente por milhares de brasileiros. Crises emocionais, ansiedade, depressão e outros transtornos mentais podem atingir qualquer pessoa, independentemente da profissão, idade ou condição social.
Infelizmente, muitas pessoas ainda sofrem em silêncio por medo do julgamento, da vergonha ou da falta de compreensão. Em momentos de crise, o acolhimento faz toda a diferença. Ouvir sem julgar, oferecer apoio e incentivar a procura por atendimento especializado podem ser atitudes capazes de salvar vidas.
É importante lembrar que saúde mental deve receber a mesma atenção que a saúde física. Assim como uma pessoa procura um médico quando sente dores no corpo, também deve buscar ajuda quando percebe sinais de sofrimento emocional persistente.
No Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento pode ser realizado por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Em situações de emergência, o SAMU pode ser acionado pelo telefone 192.
Quem precisa conversar também pode contar com o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuito, sigiloso e 24 horas por dia pelo telefone 188.
O NORDESTeuSOU reforça que cuidar da saúde mental é um ato de coragem, não de fraqueza. Pedir ajuda é um passo importante e pode transformar vidas. Que esse episódio desperte mais empatia, menos preconceito e uma reflexão coletiva sobre a importância de acolher quem enfrenta momentos de sofrimento psicológico.




